Imprensa24h 26 de setembro de 2017
A revolução cultural da direita no Brasil

No ano de 1891, nasceu na Itália um indivíduo de prenome Antônio Gramsci. Um dos fundadores do partido Comunista Italiano, trabalhou de forma ativa para difundir os ideais Marxistas por toda a Europa, sendo então preso em 1926 pelo regime totalitarista de Benito Mussolini. Passando quase 10 anos na cadeia, foi lá que escreveu sua maior obra literária, que mais tarde seria conhecida como os Cadernos de Cárcere. Livros e mais livros foram escritos sobre a teoria Gramscista de dominação. Sua ideia central era de que a revolução do proletariado deveria ser precedida por uma revolução cultural em primeira instância e que, apenas dessa forma, a sociedade se tornaria comunista sem sequer perceber. Seria um processo homogêneo em que os indivíduos pediriam cada vez mais por intervenção do estado, num processo de comunização silencioso e gradativo, não mais através da revolução armada, tão cultuada pela gênese Marxista, em que a burguesia seria eliminada na ponta do fuzil. A revolução armada cede espaço para a revolução cultural, que visa ainda acabar com as classes sociais e passar o controle dos meios de produção para o proletariado.

A genialidade por trás do pensamento de Antônio Gramsci não pode ser negada. O fato é que a nova esquerda bebeu dessa fonte e até hoje segue fazendo sua revolução cultural em todo o mundo, ocupando espaços sociais, monopolizando sindicatos, doutrinando professores e alunos, invadindo os editoriais de jornais, ocupando os meios de comunicação, arrebatando artistas a favor de suas causas ditas como progressistas em que atacam a religião, especialmente a católica, vilipendiam o significado da família, atacam a individualidade do sujeito e buscam criar uma versão corrompida da sociedade em que os conceitos basilares sejam deturpados a tal ponto que apenas uma revolução de cunho Marxista possa trazer o alento para a sociedade, que acreditará assim em sua promessa de instaurar o paraíso na terra.

 

A esquerda Brasileira é uma aprendiz de longa data dessa tática Gramscista, a qual teve seu início de aplicabilidade na época do regime militar, quando os intelectuais tomaram de assalto os mais variados espaços sociais enquanto os militares de estirpe positivista estavam preocupados com a ‘’ordem e o progresso’’. Os Marxistas se empenhavam em espalhar sua ideologia nas universidades, nos sindicatos, na mídia, nos movimentos sociais, nas clínicas psiquiátricas e onde mais fosse possível hastear a bandeira de cunho Marxista; dessa forma, a cultura Brasileira foi moldada aos poucos em um processo lento e gradativo, seguindo a ideia do Marxismo Cultural elaborada por Gramsci. Muitas obras literárias, cursos universitários, jornais, revistas, programas e filmes foram produzidos tendo como objetivo principal difundir tais ideias no seio da sociedade de forma sorrateira. O marxismo deixa de ser apenas uma filosofia política e se torna uma cultura e, como tal, é construída diariamente, como afirma Olavo de Carvalho a seguir:

 

‘’ O marxismo não é uma filosofia política, não é uma economia, não é um partido político, não é nenhuma dessas coisas isoladamente, mas é uma cultura, no sentido antropológico do termo. Uma cultura significa um universo inteiro, um complexo inteiro de crenças, símbolos, discursos, reações humanas, sentimentos de solidariedade, esquemas de ação e, sobretudo, dispositivos de autopreservação e de autodefesa.’’

 

São incontáveis as obras cinematográficas, livros, cursos universitários e editoriais pelo Brasil que seguem a cartilha definida por Antônio Gramsci. Todavia, nos últimos anos, movimentos de cunho liberal/conservador em nosso país estão adentrando nesse ringue e fazendo suas próprias obras visuais, promovendo cursos universitários, escrevendo livros, organizando eventos em universidades e lançando candidatos que defendem abertamente pautas alinhadas com o pensamento de direita. É uma luta ainda tímida, mas já é possível quantificar os resultados. Não esqueçamos que a esquerda Brasileira faz isso há pelo menos cinquenta anos e sua obra cultural nesse sentido é deveras extensa e relevante.

Não quero nesta coluna apontar grupos ou movimentos sociais de direita que tomaram a vanguarda dessa luta, para que não cometa a injustiça de esquecer de algum; penso em fazê-lo em um momento mais oportuno em outros textos, apontando seus devidos méritos e falhas.

O objetivo principal desta coluna é divulgar 4 obras audiovisuais recentes que foram criadas por pessoas e movimentos que são alinhados com pautas da direita e que são fundamentalmente relevantes no cenário de guerra cultural e de narrativa que vivemos atualmente. Todas as obras aqui apresentadas possuem um alto nível de produção e podem ser consumidas de forma gratuita ou a um custo ínfimo se comparado ao conhecimento adquirido. É importante que divulguemos essas iniciativas culturais nos mais variados lugares em que ocupamos, pois, na guerra de narrarivas, quem grita mais alto e por mais tempo pode vencer o combate.

 

O JARDIM DAS AFLIÇÕES

O documentário que acompanha a vida e uma pequena parcela da obra intelectual do maior filósofo Brasileiro da atualidade, Olavo de Carvalho, que está longe de ser unanimidade, mas certamente possui uma relevância notória na formação de uma nova intelectualidade Brasileira. Depois de ter sido o maior crowdfunding para um filme na história do Brasil, o filme sofreu boicotes pelos festivais de cinema nacionais, passou 9 semanas em cartaz nos cinemas comerciais e recebeu 3 prêmios no Cine PE 2017. Um documentário mais que obrigatório para todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra do Prof. Olavo de Carvalho.

 

Link para compra: http://ojardimdasaflicoes.com.br/

 

DESARMADOS

Com o atual cenário político brasileiro, dificilmente o documentário Desarmados passará despercebido. Realizado em uma época em que a questão da segurança pública nunca foi tão relevante, o longa se propõe a apresentar e discutir o tema do desarmamento, e nos revela uma coragem por parte dos seus responsáveis que é raramente vista em terras tupiniquins. O filme tem como objetivo único fazer um relato simples e informativo sobre um dos assuntos mais importantes e discutidos da atualidade. Independentemente da opinião defendida pelo espectador, ao término da sessão, ele sairá com a certeza de que o seu referencial imaginário foi deveras alimentado e enriquecido.

 

Link no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=TAnwkLpYr50&t=14s

 

BRASIL PARALELO

Uma das iniciativas mais brilhantes dos últimos tempos, o Brasil paralelo se apresenta como uma produtora independente cuja linha editorial é alinhada ao liberalismo econômico e conservadorismo social. A entidade desde então tem produzido e lançado obras audiovisuais, geralmente no formato de filme documentário. Segundo os seus autores, o objetivo é contribuir na melhoria da educação brasileira, sobretudo na formação em Política e História, sem o viés de esquerda — que, para os fundadores, predomina no sistema de educação do Brasil. Seus vídeos possuem uma qualidade fantástica e são recheados de referências históricas e apoiados por professores e intelectuais de renome nacional e internacional. Seus documentários são separados em episódios e podem ser assistidas gratuitamente ou uma versão premium pode ser adquirida, onde mais aulas são disponibilizadas.

Link: https://membros.brasilparalelo.com.br/

 

POLÍCIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS

Um filme que deve ser assistido por todos os Brasileiros, independentemente de sua convicção política. O filme é um retrato fidedigno da maracutaia que se instaurou dentro das empreiteiras que em conluio com políticos graúdos que tomavam de assalto bilhões de reais em nome da manutenção do poder político. A tríade da corrupção era liderada pelo PT, PMDB e PP, mas contou com o envolvimento de 28 dos 35 partidos que existem atualmente. Um esquema digno de Hollywood era arquitetado na surdina e operava todas as finanças, um dinheiro retirado de forma impositiva de cada cidadão que era transferido para políticos, doleiros, juízes, advogados e todos que de alguma forma estavam ligados ao maior esquema de corrupção do Brasil. Um filme excelente e de alta qualidade que merece a atenção de todos nós.

Em cartaz nos cinemas

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Por. Leonardo Lisboa
27 de Setembro –  coluna 04

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