Imprensa24h 8 de novembro de 2018

Além de eleger o governador do Estado, os social-democráticos foram os mais votados para a Assembleia Legislativa, onde mantém a maior bancada; o segundo em votação para a Câmara dos Deputados; e conquistaram as duas suplências da cadeira petista no Senado

Por Lucas Silva – Imprensa 24h

Fechadas as urnas e apurados os votos do eleitorado sergipano, o processo eleitoral em Sergipe, finalizado no último dia 28 de outubro, consolidou a liderança e o prestígio político do Partido Social Democrático – PSD no cenário político local.

E, como antecipado no título, essa assertiva não desmerece, em nada, as importantes conquistas eleitorais do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições 2018 aqui no estado, haja vista a sigla ter eleito a vice-governadora, um senador, dois deputados estaduais e um federal.

Mas o PSD, em atividade há apenas sete anos, reelegeu o governador do Estado, Belivaldo Chagas, com quase 65% dos votos válidos, fez de Fábio Mitidieri o candidato mais votado para a Câmara dos Deputados e de Maisa Mitidieri a segunda deputada mais votada para a Assembleia Legislativa, todos filiados ao partido.

Na Assembleia Legislativa, o PSD passou de três para quatro deputados e é dono da maior bancada da casa. O partido recebeu 143.452 votos, ou 13,20% dos votos válidos destinados a candidatos ao parlamento estadual, o partido mais votado. Pela legenda, foram eleitos Maisa Mitidieri (35.707), Jeferson Andrade (34.736), Adailton Martins (22.400) e Goretti Reis (21.306).

Para a Câmara dos Deputados, o partido do governador foi o segundo mais votado em Sergipe, atrás apenas do PT: O PSD recebeu 107.523 votos, dos quais 102.899 foram destinados ao deputado, agora reeleito, Fábio Mitidieri.

Verificados estes números, é preciso destacar que a liderança maior do agrupamento governista é Belivaldo, cabra de pescoço grosso, que, sem dúvida, será o líder dos processos sucessórios municipal, em 2020, e estadual em 2022, ou seja, é o cara que dará as cartas nas duas próximas eleições; e ele não é petista.

No Estado, o PSD elegeu sete prefeitos em 2016 e se tornou o quarto maior partido em número de gestores municipais, à frente do PT, que conquistou três prefeituras. Foi o terceiro mais votado para as câmaras municipais sergipanas nas últimas eleições municipais, e o quinto mais votado para chefia dos executivos; elegeu 86 vereadores em 2016, segundo do Estado em número de parlamentares municipais.

O partido detém, hoje, a presidência da Câmara de Vereadores da capital e integra a equipe de gestão do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PC do B). Enfrentará as urnas em eleições municipais pela terceira vez em 2020 e pretende ampliar os espaços de poder do partido. Para isso, lançará novos nomes para a disputa de prefeituras municipais e pretende engrossar o número de vereadores filiados à sigla.

Os petistas sergipanos precisam entender que, a despeito de manter, por meio de uma militância fiel e bem articulada, a tradição de garantir aos candidatos do partido à Presidência da República a maioria esmagadora dos votos em Sergipe, o candidato restou derrotado nas urnas no segundo turno.

Ouso afirmar que assim como Haddad agregou votos a Belivaldo-Eliane, ou mesmo se deu na direção inversa, ou seja, Belivaldo-Eliane também transferiram votos para Haddad, pois houve um casamento natural entre as chapas estadual e a nacional, envoltas em torno de forças progressistas, muito bem catalisadas pelo PSD e PT.

Calado, Belivaldo assiste aos embates virtuais entre pretensos candidatos à prefeitura da capital, os quais já visam também ao governo do Estado, e avisou que não discutirá, por bom tempo, política partidária com vistas às próximas eleições por ter muito que fazer na gestão da administração pública estadual.

Embora alguns demonstrem não querer aceitar, o governador, com a mesma tranquilidade e diálogo respeitoso com que conduziu sua reeleição, e com altivez, é e será o líder a referendar, desde já, todas as decisões do agrupamento governista.

Portanto, não adianta, precipitadamente, estar aqui e acolá a conjecturar candidaturas desta ou daquela sigla, pois o PSD é o partido-mor da situação em Sergipe, ou seja, sem diálogo com a agremiação partidária do governador, haverá rachas entre atuais aliados. E, aos que permaneceram ao lado de Belivaldo, resta considerar, ao desenhar suas trajetórias futuras, as rotas que perseguirão os social-democráticos, com as quais imbricarão em quase todas as direções.

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