Imprensa24h 12 de outubro de 2018

No último domingo, dia 7, mais de 571 mil eleitores, em Sergipe, disseram sim à candidatura petista à Presidência e votaram em Fernando Haddad, candidato que, em nível estadual, integra a coligação “Pra Sergipe Avançar”, encabeça pelo governador e candidato à reeleição Belivaldo Chagas (PSD).

Haddad conquistou 50,09% dos votos válidos do Estado de Sergipe, mais de 260 mil votos à frente do segundo colocado, o candidato do PSL, que obteve apenas 27,21% do total de votos, ou 310.310 votos.

Com a votação conferida a Hadadd, a população sergipana demonstrou, mais uma vez, que nosso Estado é um reduto petista, desde ao menos 2002, quando Lula (PT) venceu José Serra (PSDB) no 2º turno com uma diferença superior a 128 mil votos (57,5% x 42,5%). Desde então, em todas as disputas presidenciais que se seguiram, os candidatos petistas tiveram sempre a maioria dos votos em Sergipe, no primeiro e no segundo turno.

Ao aprovar o modo petista de governar, talvez motivados pela boa recordação que têm da situação econômica e financeira do país na Era Lula – na qual os menos favorecidos tiveram voz e vez por meio da implementação de uma série de políticas públicas inclusivas -, os sergipanos depositaram em Haddad a esperança de ver o Brasil feliz de novo, tal como promete o slogan da campanha petista.

Por preferir o PT na Presidência, a população sergipana reprovou parlamentares que representam Sergipe no Congresso e se posicionaram a favor do golpe parlamentar que, ao retirar a presidenta Dilma Rousseff (PT) do poder, colocou Michel Temer na cadeira presidencial.

Turma do Temer

A resposta dos sergipanos àqueles que contribuíram com o impeachment para dar vez a um projeto político reprovado pelos eleitores foi dada nas urnas. O time de Temer, o chamemos assim, foi rejeitado pelos eleitores sergipanos.

Senador em fins de seu terceiro mandato, Antônio Carlos Valadares (PSB) disse sim a Temer e naufragou em sua tentativa de reeleger-se, este ano, amargando um quinto lugar na disputa.

Tucano, o senador Eduardo Amorim também referendou o golpe e assistiu, estarrecido, o derretimento de sua candidatura ao governo do Estado quando mais seu nome aparecia ligado ao governo Temer, do qual foi aliado desde as primeiras horas. Em disputa apertada com um parlamentar que também disse sim a Temer – o deputado federal Valadares Filho (PSB) -, perdeu e ficou em terceiro lugar, portanto, fora da disputa; que será travada entre o governador Belivaldo Chagas e o deputado pessebista. Bastasse pouco sua ligação com Temer, pediu votos para Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à Presidência que teve o voto de apenas 45 mil eleitores em Sergipe.

Líder do governo Temer no Congresso, o deputado federal André Moura (PSC) – um dos principais aliados do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha -, dado o prestígio que gozava no Planalto, antes de confirmar sua candidatura ao Senado cogitou, seriamente, se lançar na disputa ao governo do Estado. Optou por permanecer no Congresso e acabou sem mandato, ao conseguir apenas a terceira colocação em número de votos na corrida ao Senado.

Falta apenas ser devidamente respondido nas urnas o candidato a governador Valadares Filho (PSB), que arrotou toda campanha ser o líder em intenções de votos, algo que não se confirmou nas urnas, pois teve apenas 21,49% votos válidos, ou, 191 mil votos a menos que o governador Belivaldo Chagas (40,48%), que disputa a reeleição ao lado da petista Eliane Aquino, candidata a vice-governadora.

Por. Nélio Miguel Jr

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