Imprensa24h 12 de outubro de 2017

Somos todos D. Regina

Em mais uma semana atordoada na república das bananas, o nosso país se debruça mais uma vez sobre a temática da arte. Em uma exposição artística no Museu de Arte Moderna de São Paulo, crianças foram expostas a um homem nu, sendo uma delas — sob a autorização da mãe — ainda tocou no corpo do indivíduo, que deu a esta iniciativa o nome de “performance artística”.
Tal fato reacendeu mais uma vez o debate sobre o que vem a ser arte. Para esse que humildemente vos escreve, não consigo enxergar nada relacionado a arte ou coisa que o valha em uma criança tocando um homem adulto e desnudo mesmo que sendo em uma exposição artística. Não preciso apelar para a legalidade do Estatuto da Criança e do Adolescente para defender meu ponto, é apenas uma questão de bom senso.

O que acontece é que há o objetivo — cada vez mais claro — de normatizar comportamentos inaceitáveis para o cidadão comum brasileiro, agindo primeiro nos museus, onde o choque é grande, e em seguida em ambientes mais próximos da realidade social, até que a pedofilia seja vista como aceitável e normal.
Além do aspecto da engenharia social, um acontecimento como esse pode servir de justificativa para o crime de pedofilia; afinal, se tudo é arte, por que o abuso sexual de criancinhas não pode ser também?
A própria associação médica Brasileira emitiu uma nota repudiando a exposição e tantas outras instituições sérias se colocaram ao lado da criança, expondo os efeitos nocivos que um evento como esse pode trazer para o psicológico de uma criança.

Após o acontecido, textões no Facebook, manifestos, cartas de apoio, matérias televisivas e até vídeos patrocinados e divulgados por artistas guiaram a tônica do debate. Para alguns seres iluminados de nossa Hollywood tupiniquim, ser contra a exposição que promova o toque entre crianças e adultos pelados é uma ação fascista, retrógrada e ditatorial. O levante de alguns artistas favoráveis à exposição me fez lembrar de G.K. Chesterton, um dos maiores escritores do século XX, que astutamente nos advertiu:

“A decadência da sociedade é louvada pelos artistas assim como a decadência de um defunto é louvada pelos vermes”

Voltemos ao mundo real, deixemos de lado os sonhos úmidos de artistas globais enclausurados em suas bolhas. É tão clara a disparidade entre a realidade é a classe artística, que essa bolha foi estourada por uma senhora simpática e sorridente, em mais um daqueles programas feitos a toque de caixa e produzidos com a finalidade de idiotizar a sociedade Brasileira que ocupam a grade. O programa Encontro com Fátima decidiu levar artistas globais para debater o assunto em voga e em um momento que a palavra é aberta para a plateia aparece D. Regina, com a feição serena de uma cidadã comum, choca os atores com sua opinião retrógrada, conservadora e ditatorial, ao dizer simplesmente o óbvio: ali se tratava de uma criança. O choque foi tão grande na atriz que ali se encontrava, que ela logo lançou um olhar de desdém e descrédito para a senhorinha, com o ar de superioridade de quem não compreende a visão “primitiva” de uma pessoa comum . A expressão no rosto da atriz depõe muito sobre ela e sua trupe, esses indivíduos se colocam acima do bem e do mal e não possuem barreiras morais para implantar suas ideias nefastas de mundo.

Esse vídeo pode ser facilmente encontrado na internet e certamente é um deleite para milhões de Brasileiros que não compactuam com o que ocorreu na exposição do museu de arte moderna. A maior parte da população Brasileira está ao lado de D. Regina, décadas de engenharia social ainda não foram suficientes para desmontar os valores basilares de nossa sociedade. Defender uma criança do contato com um homem pelado é algo que deveria ser uma obrigação de todos aqueles que se dizem humanos. É justamente no mundo de verdade que os heróis vivem e se fazem notar nos pequenos atos, mas que repercutem de forma grandiosa. Nem todos heróis usam capas, possuem superpoderes ou salvaguardam sua identidade atrás de máscaras. A D. Regina é um exemplo de que com palavras, simpatia , serenidade e senso do real é possível derrotar o maligno. Todavia, isso não é suficiente, devemos seguir vigilantes contra as artimanhas daqueles que visam solapar os valores tão caros à nossa sociedade.

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Por. Prof. Leonardo Lisboa  – Colunista do imprensa 24h

4ª Edição

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