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5G no Brasil: Professor da UFS esclarece dúvidas sobre implantação da tecnologia

Brasília-DF foi o primeiro lugar do país a receber oficialmente a quinta geração de internet móvel, conhecida como 5G, no último dia 6 de julho. O cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) prevê que Aracaju e as demais capitais brasileiras devem contar com o serviço a partir de setembro deste ano.

Segundo o professor do Departamento de Sistema de Informação da Universidade Federal de Sergipe (UFS), André Luís Silva, as principais mudanças na tecnologia estão relacionadas a velocidade da conexão e à taxa de latência, que é o tempo entre a saída de um pacote de dados de um aparelho e o início da resposta do servidor de destino.

Doutor em Engenharia Elétrica e mestre em Ciência da Computação, o professor desenvolve pesquisas científicas no DSI-UFS, com foco em Cidades Inteligentes, Internet das Coisas, Arquitetura de Computadores, Sistemas Operacionais, Compiladores e Sistemas de Tempo Real.

+ Ouça aqui a entrevista completa do professor André Luís Silva à Rádio UFS FM 92.1

Ele explica que a tecnologia 4G que opera com uma velocidade média em megabytes por segundo passará para gigabytes por segundo no 5G. “Por exemplo, hoje em dia trabalhamos com serviços de streaming, como o Youtube, na melhor das hipóteses em qualidade 4K – que é uma imagem em ultra definição. O 5G já promete o 8K como sendo um padrão de transmissão desse tipo”, explica o pesquisador.

Outra mudança apontada pelo professor é a quantidade de dispositivos que poderão ser conectados à internet em um mesmo ambiente ou espaço geográfico. O 5G vai possibilitar uma conexão mais estável para dispositivos que já tinham acesso à internet, bem como novas aplicações, como a conexão de carros autônomos ou eletrodomésticos inteligentes que poderão ser acessados virtualmente.

“A grande diferença será a quantidade de coisas que utilizamos diariamente que poderão ser automatizadas e/ou acessadas remotamente. Você pode, por exemplo, fazer algumas definições, programações, como preparar sua casa antes da sua chegada, descongelar um alimento na geladeira remotamente”, cita André Luís.

As novas possibilidades trazidas pelo 5G também poderão garantir mais estabilidade de rede para profissionais da computação e da indústria como um todo, de acordo com André Silva, ampliando os níveis de automação do gerenciamento de processos.

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“A tendência é diminuir os momentos de instabilidade nas novas aplicações a serem desenvolvidas. Tem muita expectativa na aplicação industrial. Tem o conceito de indústria 4. 0, que teria um nível de automação até mesmo no seu gerenciamento, com equipamentos ainda mais inteligentes, para o qual existe pesquisas promissoras e é um ramo que será ainda mais viável com o 5G”, enfatiza.

Para acessar o 5G, será necessário utilizar aparelhos compatíveis com o sinal da quinta geração de internet móvel. A boa notícia, segundo o professor, é que “muitos dos aparelhos usados atualmente já possuem compatibilidade e várias empresas [do setor de tecnologia] já estão investindo na produção de aparelhos com o suporte, principalmente aquelas que produzem smartphones.”

Já para as operadoras que fornecem o sinal, o pesquisador destaca que diferentemente da transição ocorrida entre o 3G e o 4G, o sinal de 5G apresenta uma melhor compatibilidade com os equipamentos emissores da quarta geração de internet móvel.

Essa diferença tem possibilitado experiências com o 5G DDS, que é o sinal da quinta geração apoiado em estruturas da quarta. Inclusive, ele cita que há locais em Sergipe onde o sinal do 5G DDS já pode ser utilizado por aparelhos compatíveis, ainda que a tecnologia não tenha chegado oficialmente ao estado.

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A previsão de chegada do sinal de 5G “puro” em Aracaju e nas demais capitais do país é para o dia 29 de setembro, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações. Até o final do ano de 2029, o sinal deverá estar implantado no país inteiro.

O que é 5G?

5G é o nome dado a versão da tecnologia de internet móvel e banda larga da quinta geração. A primeira geração teve início nos anos 80, e a quinta começou a ser testada por volta de 2018 para ser a substituta da tecnologia 4G, utilizada atualmente para conectar dispositivos móveis, como smartphones, à internet.

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