A importância do aleitamento materno para o desenvolvimento do bebê

Já nas primeiras horas de vida, a primeira demonstração de afeto e cuidado que o bebê recebe da mãe é a amamentação. E é sobre a importância deste gesto fundamental para os recém-nascidos que foi criada a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), que é celebrada entre 1º e 7 de agosto.

A Semana é celebrada desde 1992. Em 2021, com o tema ‘Proteger a Amamentação: Uma Responsabilidade de Todos’, a iniciativa da Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno (Waba, em inglês) chama a atenção para que este gesto seja compreendido como uma responsabilidade compartilhada.

Segundo o ginecologista e obstetra cooperado Unimed Sergipe, Cézar José Biller Teixeira, o aleitamento materno traz benefícios para a saúde do recém-nascido desde o primeiro dia de vida.

“O aleitamento materno deve ser iniciado de imediato, logo após o nascimento, o que proverá ao recém-nascido imunoglobulinas A, garantindo imunização ao concepto nos primeiros meses de vida, além do afago e carinho maternal”, explica o obstetra.

Considerado uma importante fonte de vitaminas e nutrientes fundamentais para o desenvolvimento da criança, o leite materno deve ser o único alimento ingerido pelo bebê até os seis meses de vida. “Ao seu tempo, inicia-se as papinhas e o desmame se dá progressivamente até a dentição se completar e finalizar a fase oral, passando para a fase de controle esfincteriano ou fase anal”, pontua o médico.

A impossibilidade da amamentação pode trazer inúmeras dificuldades ao desenvolvimento da criança, afetando a sua imunidade. “O prejuízo ao recém-nascido seria por falta do colostro, que é o primeiro leite que a mulher produz nos primeiros dias após o parto, que carreia as imunoglobulinas que lhe conferem certa imunidade. Ao fazer esforço de sucção no complexo aréolo-mamilar, o bebê fortalece os músculos orbiculares da boca e, por conseguinte, não fará deglutição atípica, por exemplo, nem alterações fonoaudiológicas”, esclarece.

Covid-19

Durante a pandemia de Covid-19, muitas gestantes e puérperas apresentam dúvidas em relação à amamentação em casos suspeitos ou confirmados de infecção pela doença. No entanto, Cézar afirma que a Covid-19 não pode ser um obstáculo que impeça o aleitamento.

“Mães com Covid-19 podem amamentar seu bebê, mas sem relaxar com os cuidados de higienização das mãos e uso de máscara. A amamentação traz mais benefícios que riscos. Algumas partículas do vírus foram isoladas no leite, porém são inócuas. Caso a mãe esteja internada, retira-se o leite e algum familiar oferece ao recém-nascido na mamadeira”,

“Acredito que, além de uma atitude exemplar, a amamentação é símbolo de amor, de carinho e de proteção, contribuindo para o desenvolvimento psicossocial e cognitivo da criança e minimiza os riscos de câncer de mama nas mães”, reforça o médico obstetra.

AGÔ – Comunicação Estratégica

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