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Abril Azul alerta para conscientização sobre o autismo

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), através do seu Centro Médico, realizou na manhã desta segunda-feira, 18/04, mais uma palestra do Projeto Meses Coloridos. Desta vez, o tema foi a conscientização sobre o autismo, abordado por Aglaedna Oliveira Brito, mãe atípica, terapeuta ocupacional, especialista em Transtorno do Espectro Autista (TEA) e reorganização sensorial no autismo. O evento foi transmitido no canal TJSE Eventos, no YouTube, onde ficou gravado.

“Neste Abril Azul, o Tribunal volta seu olhar para esse tema com o propósito de ajudar a população a se conscientizar sobre a inclusão das pessoas com autismo. Embora o nome autismo seja popular, muitas pessoas não sabem do que se trata”, comentou o Desembargador Edson Ulisses de Melo, Presidente do Poder Judiciário de Sergipe, ao abrir o evento.

A palestrante explicou que o autismo é um distúrbio do neurodesenvolvimento. Tem como características interesses restritos, pouca ou nenhuma interação, atraso de fala e padrões de comunicação inadequados, questões sensoriais, mudança repentina de humor, dificuldade na coordenação motora e isolamento social. “São crianças que têm uma interação social extremamente limitada, não suportam mudança de rotina, apresentam comportamento restritivos e repetitivos que vão interferir na vida pessoal e social”, explicou Aglaedna.

Dessa forma, segundo a terapeuta, as crianças com autismo são mais dependentes dos pais, cuidadores e rede de suporte em relação às atividades de vida diárias. “É o vestir, pentear o cabelo, escovar os dentes. São crianças que vão precisar de mais apoio e direcionamento para que essas atividades sejam executadas”, ressaltou. Ela informou que evidências científicas apontam que não há uma causa única para o surgimento do autismo, mas sim a interação de fatores genéticos e ambientais. O diagnóstico é clínico, realizado somente por um neurologista ou psiquiatra, profissionais que fazem avaliações de rastreio e testes padronizados.

A pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psiquiatra, neurologista, psicopedagogo, entre outros. Além das leis que garantem diversos direitos a pessoas com autismo, a terapeuta falou sobre a necessidade do acolhimento. “A gente precisa acolher e trazer para perto da gente a dor do outro, ser empático. A gente ouve muito falar em empatia, mas será que realmente eu consigo pegar a dor do outro?”, questionou Aglaedna.

Ao final da palestra, a Diretora do Centro Médico do TJSE, Luciana Nobre, agradeceu a participação da terapeuta. O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi celebrado em 2 de abril. O mês foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, para lembrar a data e chamar a atenção da sociedade para o TEA.

Imprensa 24h

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