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Alessandro Vieira afirma que a distribuição bilionária de vantagens indevidas por critérios politiqueiros é corrupção

O senador Alessandro Vieira (PSDB) fez um duro discurso no Congresso contra a utilização de recursos do chamado “Orçamento Secreto” como moeda de troca para garantia de votos para o senador Rodrigo Pacheco (PP) na última eleição para presidência da Casa. A notícia veio à tona após entrevista concedida pelo senador Marcos do Val (Podemos) ao jornal Estado de São Paulo. Alessandro concentrou suas críticas no presidente do Senado.
“Quero registrar o claro constrangimento de todos os congressistas com a situação que enfrentamos. Mas é necessário enfrentar. Tivemos a recente notícia envolvendo Vossa Excelência (senador Rodrigo Pacheco), o senador Davi Alcolumbre (União) e o senador e hoje relator da LDO Marcos do Val. O fato relatado pelo senador Marcos do Val do uso das emendas RP9 para agradecimento pelo voto recebido na eleição pela presidência do Senado a qual disputava vossa excelência”, ressaltou o parlamentar sergipano.
Alessandro Vieira também criticou a coletiva convocada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, onde afirmou que todos os senadores recebem tratamento isonômico no tocante à distribuição das “Emendas do Relator”. “Eu lamento ter que utilizar esse espaço para dizer que vossa excelência mentiu para os brasileiros. É mentira! Não há tratamento isonômico. O tratamento se dá por compadrio e favorecimento. O orçamento público da nação não se presta a isso, senador Rodrigo Pacheco”, enfatizou.
O senador Alessandro relembrou o escândalo que já havia ocorrido envolvendo o orçamento, fazendo um paralelo com o que vem ocorrendo atualmente. “Temos R$ 3,7 bilhões de emendas distribuídas sem autoria identificada mesmo com ordem do Supremo Tribunal Federal – STF para que seja dada transparência. Nós temos esse escândalo continuado corroendo a credibilidade da democracia, a credibilidade do Senado da República”, salientou.
“Representamos os nossos estados e defendemos a Federação. E na Federação a partilha do orçamento deve ocorrer respeitando todos os brasileiros. Não existem brasileiros de classe especial. O recurso que é indevidamente encaminhado para agraciar eleitores de vossa excelência faz falta em outros lugares, faz falta em ministérios”, complementou Alessandro Vieira.
O senador por Sergipe afirmou ainda que é preciso ser objetivo e chamar as coisas pelo nome. “O que está se vendo hoje é a prática reiterada daquilo que se viu no mensalão, ou seja, distribuição de vantagem indevida em troca de votos e apoio foi definida e sentenciada pelo STF como corrupção. Será possível que que se perdeu tanto o senso de realidade que não conseguimos compreender esse óbvio de que essa distribuição bilionária de vantagens indevidas por critérios politiqueiros, pequenos, menores é nada mais nada menos que corrupção”, declarou.
Na avaliação de Alessandro Vieira, está havendo a destruição da capacidade de gestão do Brasil. “Estamos destruindo a democracia com esse tipo de emendas, de inversão de prioridades. Vossa Excelência não recebeu dos brasileiros o poder de comando orçamentário bilionário para distribuir como benesse para amigos apadrinhados. Eu lamento ter que adotar as medidas que venho adotando, não só para o discurso. Levarei o caso ao Conselho de Ética e ao STF, como já fiz desde o início, porque eu não posso e não aceito ser tratado como sócios desse desastre moral,

Imprensa 24h

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político e orçamentário que vivemos”, frisou.