Alfabetizar pra Valer: Material didático complementar é entregue a todos os municípios pactuados

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por meio da Assessoria de Colaboração e Assistência aos Municípios (Ascam), concluiu a distribuição do material didático complementar do Programa Alfabetizar pra Valer (PAPV) em regime de colaboração com os 74 municípios sergipanos pactuados. Até o momento, apenas o município de Amparo do São Francisco optou por não aderir ao programa.

 

A oferta de materiais complementares para práticas pedagógicas se constitui como um dos eixos do Programa Alfabetizar pra Valer, previstos pela Lei Estadual nº 8.597/2019, e se destina a todos os estudantes e professores de 1º e 2º ano do Ensino Fundamental das Redes Públicas Estadual e Municipais pactuadas. Ao todo, o programa atende 2.442 professores alfabetizadores e consequentemente cerca de 43.326 estudantes sergipanos.

 

Com conteúdos e objetivos didáticos alinhados a cada fase do processo de alfabetização, o material didático do PAPV é utilizado de maneira complementar ao livro de Língua Portuguesa fornecido pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), colaborando, assim, para a execução do objetivo de alfabetizar as crianças sergipanas até os sete anos de idade. O material distribuído compreende cadernos bimestrais de atividades e livro de leitura para os estudantes, além de cartazes para apoio às situações didáticas. Já os professores têm ao seu alcance duas ferramentas importantes para o planejamento das aulas e acompanhamento dos estudantes: a Proposta Didática para Alfabetizar Letrando e o Caderno de Registro.

 

O secretário de estado da Educação, do Esporte e da Cultura, Josué Modesto dos Passos, destaca que o Programa Alfabetizar Pra Valer, em regime de colaboração com os municípios, amplamente inspirado na experiência do Programa de Alfabetização na Idade Certa implementado no Ceará, tem todo um arcabouço objetivando alfabetizar na idade certa. “Entre a aprovação da lei, sua regulamentação e providência para contratação de bolsistas tivemos a eleição municipal e a irrupção da pandemia. Hoje temos todas as condições de fazer a decolagem do Programa. O material impresso já está com os municípios, o pessoal já está contratado e o sistema de controle e monitoramento de frequência e aprendizagem está pronto”, destaca.

 

De acordo com Andrea Lima Dantas, diretora da Ascam, todos os municípios receberam material didático complementar do Programa Alfabetizar pra Valer. “Porém, devido ao aumento expressivo no número de matrículas, alguns municípios solicitaram complementação do material e já estão sendo atendidos”, ressaltou a diretora.

 

Material essencial

 

No município de Divina Pastora, a Secretaria Municipal de Educação realizou a entrega do material aos alunos acompanhados por seus familiares. Aproximadamente 160 alunos matriculados no 1° e 2° ano da Rede Municipal de Educação já podem contar com o material para acompanhar as aulas remotas na perspectiva do programa Alfabetizar pra Valer. “O programa é fundamental para o nosso município, pois vai atender cinco escolas municipais e o objetivo é que possamos alfabetizar as crianças na idade certa com o material e as formações disponibilizadas pela Seduc”, explicou a secretária municipal de Educação de Divina Pastora, Shirley da Anunciação Cruz.

 

Gicely Rejane Santos é coordenadora municipal do programa em Divina Pastora. Para ela, o foco principal é trabalhar as habilidades de letramento das crianças de modo que o planejamento do professor (a) não seja substituído, apenas complementado. “Esse material visa auxiliar o professor de uma forma mais rica e simples de trabalhar. O professor (a) segue com o planejamento e irá complementar as aulas com o conteúdo do programa duas horas por dia em três vezes por semana, totalizando seis horas”, disse.

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É na Escola Municipal Fausto de Aguiar Cardoso que Aylla Ferreira dos Santos estuda em Divina Pastora. Acompanhada da mãe Aline Ferreira, a pequena estudante recebeu o material que vai utilizar nas aulas durante três dias da semana. De acordo com o diretor da unidade, José Barros dos Anjos, além de Aylla mais 67 crianças serão contempladas com o programa. “É muito importante a escola direcionar toda a sua capacidade juntamente com os professores e envolvendo os pais nesse momento da pandemia, onde as crianças estão em casa, que é um cenário desafiador. Então, nós estamos articulando algumas ações para que juntamente com os pais possamos orientá-los em relação a esse material que temos recebido, de modo que a família possa ajudar essas crianças a serem alfabetizadas”, enfatizou.

 

A professora Adriana Maria Santos, que leciona na turma de 2º ano, onde Aylla estuda, explica que acompanhou a trajetória escolar dessas crianças ainda na pré-escola, o que significa uma intimidade positiva para o trato de novos conteúdos e desafios. “Eu quero trabalhar de forma mais dinâmica, com materiais concretos auxiliando uma coisa com a outra e seguindo o planejamento da escola. Assim, pretendo inserir as outras atividades do material do programa com ações que venho pesquisando para facilitar o aprendizado deles e como eles vão trabalhar tanto na escola quanto em casa e a minha expectativa é que todos consigam entender da melhor forma possível para termos um avanço significativo”, disse.

 

No município de Campo do Brito, o público atendido pelo programa Alfabetizar pra Valer é maior, onde neste primeiro momento 325 estudantes foram incluídos. Segundo Perla Nelly Menezes Reboiras, secretária Municipal de Educação, o momento é difícil devido às circunstâncias acometidas pela pandemia de covid-19 no Brasil. Porém, embora o desafio das aulas remotas seja expressivo, o apoio e o movimento de articulação com os municípios desempenhado pelo programa viabiliza caminhos possíveis em busca da alfabetização das crianças.

 

“Aqui em Campo do Brito temos 21 unidades municipais atendidas pelo programa, sendo 169 alunos do 1º ano e 156 do 2º ano. Todos os propósitos e estratégias estão voltadas com os ideais do Alfabetizar pra Valer e calharam de chegar justamente no momento ideal que necessitamos por conta da pandemia que dificultou um pouco esse processo de alfabetização. O material didático complementar bem como as formações chegaram para ajudar o nosso trabalho, além de enriquecer e melhorar as estratégias e metodologias dos professores, com foco nas competências e habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, ressaltou.

 

A coordenadora municipal do programa em Campo do Brito, Maria Thamires Jesus da Conceição Almeida, explica que as formações dos 25 professores alfabetizadores ocorreram no mês de maio. “Nós fizemos três formações e todos os professores receberam o material de apoio e o kit do aluno. Estamos tentando auxiliar na dificuldade específica daquela unidade de ensino porque sabemos que cada comunidade escolar tem uma dificuldade diferente. Então, nós estamos direcionadas a essas dificuldades para junto à Ascam encontrar soluções”, disse.

 

Para o diretor da Escola Municipal Maria Delfina Celestino de Oliveira, Ademaldo da Costa Fonseca, o programa chegou para a unidade escolar e foi apresentado aos pais. “Tivemos alguns encontros online e um encontro presencial, seguindo os protocolos sanitários, porque ele exige uma participação dos pais no processo. O programa foi bem aceito porque a expectativa maior é de uma alfabetização de qualidade e acreditamos que realmente possamos atender da melhor forma possível o que tanto almejamos na nossa comunidade escolar”, concluiu.

 

Em Siriri, oito escolas estão participando do programa Alfabetizar pra Valer, com 121 alunos do 1° ano e 108 do 2° ano, totalizando 229 estudantes. “Desde a adesão ao programa o município tem feito a mobilização com os professores e gestores, nossa primeira formação com os professores aconteceu nos dias 12 e 13 de maio de forma presencial seguindo todos os protocolos sanitários. O material complementar foi embalado e higienizado e entregue aos alunos nos dias 14 e 17 de maio. O município de Siriri iniciou a utilização do material no dia 22 de maio por meio remoto de maneira síncrona e assíncrona, utilizando as plataformas digitais, além de uma agenda com todas as orientações que são enviadas quinzenalmente para os alunos”, explicou a secretária municipal de Educação, Mirian Reis.

 

Segundo ela, o município está empenhado nas ações a fim de oferecer o suporte e o bom andamento do programa. “Os professores acolheram bem o material e estão empenhados na meta de alfabetização. Em relação aos alunos, os pais estão responsáveis pelo processo também e interagem bem com os professores”, concluiu.

 

 

 

 

 

 

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