Almeida se nega a fazer acordo com partidos e diz ser diferente de todos os políticos

Em mais uma entrevista exclusiva, o Imprensa 24h apresenta as ideias do ex-senador para voltar ao comando da Prefeitura de Aracaju

Aos 66 anos, o advogado Almeida Lima demonstra disposição para encarar mais uma eleição. Ex-senador, ex-deputado federal e estadual e ex-prefeito de Aracaju, Almeidinha entra no jogo da sucessão municipal na capital como pré-candidato a prefeito pelo Partido Verde.

Em entrevista exclusiva ao Imprensa 24h, Almeida diz querer distância da classe política “velhaca e mal-acostumada” e garante que está há 33 anos na vida pública “sem nenhum arranhão do ponto vista da honestidade”.

Sobre Aracaju, o ex-prefeito e pré-candidato a retornar ao cargo em janeiro de 2021 afirma ter cuidado da cidade como ninguém, utilizando apenas recursos do tesouro municipal, pois, “à época [em que fui prefeito] não haviam André Moura e nem os Almeida Lima para trazerem dinheiro de Brasília para a prefeitura trabalhar”.

Segundo Almeida, a população aracajuana pode esperar de um futuro governo gerido por ele a geração de emprego como prioridade. “Serão milhares e milhares de empregos”, enfatiza.

Confira a íntegra da entrevista:

Como o senhor avalia a atual gestão?
Aracaju possui, hoje, mais de 100 mil pessoas desempregadas e subempregadas, a população paga 8 reais para sair e voltar para casa de ônibus, sendo esta uma das tarifas mais caras do país, as pessoas não conseguem atendimento médico, medicamento, fazer um exame ou mesmo uma cirurgia, segurança precária…, então, o povo é quem melhor pode avaliar.

Qual seria o diferencial da sua gestão?
Veja, eu já fui prefeito de Aracaju de 1994 a 1996. Tenho 33 anos de vida pública sem nenhum arranhão do ponto de vista da honestidade. Ao deixar a prefeitura eu tinha 87% de aprovação da gestão medido pelo IBOPE. Cuidei da cidade como ninguém. Fiz a pavimentação das ruas da periferia de Aracaju. Paguei aos servidores e aos aposentados em dia e com um Calendário Anual de Pagamento que era anunciado no início do mês de janeiro para o ano todo, ou seja, o servidor e o aposentado sabiam, em janeiro, quais os dias que iam receber salário em todos os meses do ano, por antecipação. Mudei a cara da cidade. E tudo isso trabalhando com recursos próprios, sem dinheiro do governo do estado nem do governo federal. Na época não haviam os André Moura e nem os Almeida Lima para trazerem dinheiro de Brasília para a prefeitura trabalhar. Bem, por aí, você e os nossos leitores vão sentir qual será o diferencial que a nossa futura gestão, se Deus permitir, vai estabelecer. Vamos dar à cidade e ao nosso povo o que eles deixaram de receber ao longo desses 23 anos.

Com quais partidos o senhor está dialogando?
Não estabeleço prioridade para diálogo com partidos, com a classe política. A minha prioridade é conversar com o povo de Aracaju, como estou a fazer neste exato momento que lhe concedo esta entrevista. Conversar com partidos e fazer cambalachos e conchavos, é lotear a prefeitura entre os políticos que levam tudo e o povo fica a ver navios, como acontece agora no governo de Edvaldo Nogueira. Ele tem apoio de mais de 10 partidos, e todos eles têm uma boquinha na prefeitura, o povo pagando a conta. Por isso eu não estou fazendo conchavo com partido nem político nenhum. Também quando eu ganhar a eleição não terei a obrigação de fatiar a prefeitura com ninguém. Poderei trabalhar em paz para o povo, sem ficar com a corda no pescoço. Dessa classe política velhaca e mal-acostumada eu quero distância.

Como o senhor vê a reforma política e como está montando a chapa para vereadores?
O Brasil nunca teve uma legislação eleitoral e partidária decente. Temos um quebra-galho que é remendada em todas as eleições. Quanto à chapa de vereadores ela se forma compassadamente. Aos poucos e sempre ela está sendo construída.

Qual a aliança o senhor está trabalhando para compor a chapa majoritária?
Ainda é cedo, é preciso esperar que o quadro se forme, que haja mais claridade. Muitos fatos ainda vão acontecer e que, por certo, influenciarão para essa definição.

A quem o senhor não se aliará de modo algum?
Não temos interesse por alianças partidárias e políticas que venham nos desgastar. Não quero assumir mazelas da classe política, pois eu nunca contribuí para elas existirem. Veja o que aconteceu recentemente com os deputados estaduais que se aposentaram na Assembleia. Aquilo foi ridículo, uma hipocrisia. O próprio demagogo do Gilmar Carvalho que criticava a aposentadoria, foi o primeiro a se aposentar. Então, por que eu me juntar a essa gente e passar a ser um igual, quando eu sou diferente de todos eles. Sabe por quê? – Porque eu fui deputado estadual duas vezes e poderia ter optado para me aposentar e eu não quis. Essa é a diferença. Porque eu fui senador por 8 anos e deputado federal por mais 4 e não quis me aposentar. Eu não tenho nenhuma aposentadoria parlamentar nem nenhuma outra.

O que o senhor diria para os seus prováveis eleitores?
Que, se eleito, irei priorizar a geração de emprego. Serão milhares e milhares de empregos. Irei estabelecer nos bairros de Aracaju a exemplo do Santa Maria um polo calçadista, um polo de confecções, um polo de produção de alimentos que são os segmentos da economia que muito emprega. Já estou estudando com consultores, inclusive de outros estados como viabilizar esses projetos. Irei oferecer um melhor serviço de transporte coletivo pagando-se uma tarifa mais barata do que se paga hoje, pois 4 reais é muito cara, sendo a oitava mais cara entre as capitais do país. Irei rever as bases da cobrança do IPTU e realizar a limpeza pública diretamente pela Emsurb por 40% do valor que Edvaldo gasta hoje, o que é um absurdo. Saúde, educação, habitação e mobilidade urbana estarão em primeiro plano. O aracajuano sabe que eu fiz e farei novamente.

 

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