Ao anunciar união de políticos para eleição 2020, Alessandro contraria o próprio discurso

O senador Alessandro Vieira (Cidadania) divulgou em rede social o compromisso firmado, na segunda-feira (26), entre ele e os correligionários deputado estadual Georgeo Passos e Emerson Costa, a vereadora Emília Correa (Patri) e o empresário Milton Andrade (Novo), de permanecerem juntos para as eleições municipais de 2020 em Aracaju.

No mesmo dia, em entrevista ao jornalista Luiz Sérgio Teles (Universo Político), Milton Andrade completou a informação dada pelo senador Alessandro, ao informar que o grupo ainda não definiu o nome que irá concorrer ao cargo de prefeito da capital e ressaltar que está no páreo, ao lado de Emília, Emerson e da delegada Danielle Garcia.

Ou seja, quem está, com tamanha antecedência, discutindo e planejando participar da disputa eleitoral que acontecerá daqui a 13 meses, é alguém que, sem dúvida, se vê e age como político e, como tal, nutre paixão pela causa; assim não fosse, não faria sentido a exposição pública.

Porém, apesar de reconhecer que Milton é um dos possíveis candidatos à sucessão do prefeito Edvaldo Nogueira, há dois meses, quando defendeu publicamente o nome do empresário para o comando da superintendência regional da Codesvasf, Alessandro afirmou ter indicado o aliado por ser ele apenas ‘um gestor qualificado’, ‘estudioso da realidade sergipana’, ‘sem paixões políticas’.

Embora não tenha explicado, na ocasião, como fez para avaliar as qualidades de Milton enquanto gestor, e quais estudos o então indicado já teria feito acerca da realidade sergipana que o credenciaria para tal posto, o senador Alessandro Vieira tentou convencer o público de que Milton Andrade era apenas um técnico, e não um político.

Pensada e calculada, tal diferenciação proposta por Alessandro foi a forma encontrada para se apresentar distante do que chama de ‘velha política’, ou seja, grupo cujos representantes, na maioria dos casos, indicam políticos em detrimento de técnicos para ocupar cargos públicos de liderança; no caso de Milton, a indicação seria, segundo o senador, a de um nome técnico, em contraposição às práticas da ‘velha política’.

Mas, contrariando o discurso de Alessandro, Milton Andrade se assume político, e não gestor/técnico, em todas as declarações públicas que faz, como a de que o grupo formado por ele, Emília, Emerson e Danielle pretende lançar candidato à Prefeitura de Aracaju nas eleições 2020.

Apesar de ter indicado Milton para a Codevasf alegando ser apenas um nome técnico, Alessandro contraria o próprio discurso ao anunciar que, em reunião com Emília, Emerson e o próprio Milton, “todos [os políticos] reafirmaram o compromisso em permanecer unidos para a disputa municipal do ano que vem”, anotou na postagem em rede social, assumindo a contradição da posição externada quando defendeu a indicação do político para o órgão público federal.

 

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