Artistas comemoram agilidade da execução da Lei Aldir Blanc em Aracaju

Criada como forma de reduzir os danos econômicos causados pela pandemia do novo coronavírus, a Lei Aldir Blanc tem sido importante para fomentar a cadeia produtiva das artes na capital sergipana. No município, a lei é executada pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), com uma agilidade e organização, como reconhecem artistas beneficiados, os quais foram selecionados via edital.

Instrumentos democráticos para concessão do auxílio, os editais da Funcaju têm resultado na distribuição, desde novembro, de cerca de R$3 milhões, recursos que estão sendo aplicados no fomento a diversas modalidades artísticas e culturais.

Desta maneira, a Prefeitura tem viabilizado a execução de projetos concebidos por artistas locais, como é o caso do clipe “Fantastic Darkness”, da banda Tchandala, que aguardava uma oportunidade desde 2002, quando a música foi lançada.

“A Lei Aldir Blanc é um suporte igualitário, justo e transparente que os artistas necessitavam para levar sua arte ao público, fomentando toda uma cadeia produtiva do cenário cultural em Aracaju. O clipe será lançado e será uma forma de comemorar os 25 anos que a banda completa agora em janeiro”, diz o vocalista Dejair Benjamim.

O artista visual Fábio Sampaio, por sua vez, destaca também a visibilidade que uma ação realizada pelo poder público pode dar aos projetos.  “A implementação da Lei Aldir Blanc é de suma importância para os artistas e consequentemente para sua produção. Aqui, em Aracaju, muitos projetos foram retirados da gaveta e serão veiculados, criando a possibilidade de acesso tanto para a população local quanto de outros estados”, afirma.

“Iniciamos os pagamentos dos espaços culturais ainda em novembro, justamente para diminuir o congestionamento, pois estamos pagando mais de 600 projetos de artistas em Aracaju. É uma tarefa gigantesca, tanto pelo volume de recursos investidos no setor, um recorde histórico no município de Aracaju, quanto pela quantidade de artistas beneficiados”, explica o presidente da Funcaju, Luciano Correia.

Um dos pontos destacados pelos artistas é a importância da distribuição da verba para garantir a sobrevivência da cadeia de produção cultural na cidade, uma vez que a pandemia e a consequente necessidade de distanciamento social atingiu de maneira intensa os profissionais que atuam no setor.

“Os editais são de extrema importância para o cenário da economia criativa de modo geral, mas especialmente nestes momentos de crise. Eles ajudaram a movimentar toda uma cadeia de técnicos, fornecedores, artistas e pequenos empreendedores, dando fôlego ao setor”, ressalta a empreendedora Isabele Ribeiro, criadora da Feirinha da Gambiarra.

A forma como a Funcaju tem executados os recursos da lei federal, de forma transparente e eficaz, também é vista de forma positiva, como explica a criadora de conteúdo audiovisual Dominique Mangueira, que lançará o filme “Saravá o tempo”.

“Esse tipo de iniciativa é muito importante para toda a cadeia produtiva da cidade. É de extrema importância que esse projeto seja contínuo em nossa cidade, pois Aracaju tem um universo de artistas com sede de mostrar e levar sua arte para as pessoas. Ressalto a importância do trabalho da Fundação em assumir a função de captar e distribuir essa verba diante dos prazos exigidos pela Lei, visto que houve casos de municípios que perderam a verba por conta do curto prazo de execução”, frisa a Dominique.

 

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