Imprensa24h 19 de setembro de 2018
Candidato à reeleição pela coligação Pra Sergipe Avançar, o governador do Estado, Belivaldo Chagas, analisa os impactos econômicos da implantação da maior e mais eficiente usina termoelétrica a gás natural da América Latina: a UTE Porto de Sergipe I, usina termoelétrica está sendo erguida pela CELSE (Centrais Elétricas de Sergipe) no município de Barra dos Coqueiros e integra o Complexo de Geração de Energia Governador Marcelo Déda, que em breve comportará outras duas termoelétricas.
 
Considerando o investimento recorde da ordem de R$5 bilhões em tecnologia de ponta, destaca Belivaldo, a implantação desta planta industrial é o maior investimento da história de Sergipe feito pela iniciativa privada e ocorre devido a Política de Desenvolvimento Industrial de Sergipe, responsável pela atração desse empreendimento ao Estado, e em especial à atenção que o setor elétrico recebeu do governo.
 
“Em ritmo avançado de construção, a usina vai entrar em operação comercial em janeiro de 2020, com capacidade para gerar 1,5 MW de energia elétrica, suficiente para atender 30% da demanda de toda a região Nordeste. Isso resulta num fortalecimento da indústria sergipana, e é por isso que estamos propondo a criação de uma Região Industrial Portuária, que abrange a Barra dos Coqueiros, Santo Amaro, Maruim, Laranjeiras e outros municípios, para ser a base de um futuro promissor para a economia sergipana”, garante Belivaldo, ao relacionar a chegada da termoelétrica ao seu Programa de Governo.
 
Segundo a CELSE, a UTE Porto de Sergipe funcionará com tecnologia de ciclo combinado que, e com a turbina fabricada pela General Eletric que é a mais eficiente disponível atualmente no mundo. Enquanto termelétricas avançada conseguem de 55%, a Porto de Sergipe conseguirá t 62,5%, ou seja, produzirá mais energia com quantidade menor de combustível, confirmando o uso racional do recurso e preservação das condições ambientais com baixas emissões de poluentes.
 
A UTE Porto de Sergipe, além de ser a maior usina termelétrica em construção no País, também será a mais eficiente. Mas além da usina termelétrica propriamente dita, o empreendimento compreende também um terminal marítimo de regaseificação e mais de 30 km de linhas de transmissão de energia de alta tensão.
 
Emprego e renda
 
De acordo com a CELSE, a construção da usina emprega, atualmente, 1.400 pessoas nas obras da Porto de Sergipe. Mas nos momentos de pico da obra de construção está quantidade chegará a 2.500 empregos diretos. A obra, mais que apenas uma termelétrica, abrange também o terminal de regaseificação offshore, na prática uma unidade industrial instalada em um navio que ficará ancorado 6 km mar adentro, próximo ao Terminal Marítimo Inácio Barbosa, conectado à usina por gasodutos. Este navio receberá gás líquido de outras embarcações, e fará a descompressão do combustível para transferi-lo às turbinas em estado gasoso.
 
Esta operação de fornecimento de gás também atraiu para Sergipe empresas importantes, como a Ocean LNG, joint venture formada pela Qatar Petroleum e a ExxonMobil, que vendeu o gás que será utilizado, além da GE (General Eletric), responsável pelas turbinas, pela tecnologia de produção e pela construção e operação da planta. O navio de regaseificação está em finalização na Coréia do Sul e deverá vir para o Brasil em novembro próximo.
 
Complexo Marcelo Déda
 
Belivaldo afirma que a CELSE planeja ampliar a geração de energia termelétrica com os projetos “Laranjeiras II” e “Marcelo Déda”, também integrantes do Complexo de Geração de Energia, que resultará na geração de 3 GW. Para o governador, esse empreendimento é um grande atrativo para investimento em outros setores de geração de energia, ou até mesmo para empresas que precisem utilizar a regaseificação. “Por isso vamos implantar o “Complexo Industrial Portuário de Sergipe” na região, de maneira a usar potencial para atrair investimento em outras áreas de produção, sobretudo graças à oferta de gás natural que certamente será muito importante no futuro de Sergipe”, frisou.
 
“Com o andamento das obras da UTE Porto de Sergipe, algumas empresas já manifestaram à CODISE interesse em se instalar próximo ao Terminal Marítimo Inácio Barbosa. Isso é reflexo direto da Política de Desenvolvimento Industrial implantada em nosso governo”, destaca o governador. De fato, a obra vem sendo acompanhada com muita atenção pelo seu avanço tecnológico, e já foi visitada por autoridades de diversos países (cônsul dos EUA, Noruega, e representações da Nigéria e Moçambique).
 
Cultura, tecnologia e meio ambiente
 
Os compromissos de responsabilidade social da empresa abrange a área de pesquisa e desenvolvimento, meio ambiente e cultura. Em todas essas áreas a empresa destinará recursos para financiar projetos de grande relevância. Para fomentar a pesquisa científica, a UTE Porto de Sergipe, quando em operação, destinará 1% da receita operacional líquida anual, que serão investidos através do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico – FNDCP e do MME.
 
Diretamente com o Governo do Estado, a CELSE já está ajudando ao desenvolvimento cultural de Sergipe através da Secretaria de Estado da Cultura, destinando mais de R$15 milhões de reais para reformar importantes equipamentos culturais sergipanos, como o Teatro Tobias Barreto, a Biblioteca Pública Epifânio Dória e o Arquivo Público de Sergipe, todas essas obras já em execução.
 
“Ao atrairmos investimentos como a UTE Porto de Sergipe, contribuímos para geração de emprego e renda e para o desenvolvimento socioeconômico regional. Fazemos um governo de trabalho, pensando nas pessoas e no futuro de Sergipe. E, com o apoio dos sergipanos, que não nos faltará, como têm demonstrado nos atos que realizamos em todas as regiões do Estado, seremos escolhidos para continuarmos esse trabalho à frente do Governo de Sergipe”, afirma Belivaldo.
 
CELSE
 
A CELSE é uma empresa criada em setembro de 2015 pela EBRASIL – Eletricidade do Brasil – e a Golar Power (joint-venture entre a norueguesa Golar LNG e o fundo de investimentos americano StonePeak Infrastructure Partners), que vai gerar e comercializar energia elétrica a partir de unidades geradoras a gás e a vapor.
 
O combustível utilizado será o gás natural liquefeito, uma solução mais eficaz e menos poluente em comparação com o diesel e o carvão, já que reduz a emissão de gases em até 90%.

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