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Belivaldo e a insensibilidade dos políticos que nos governam

O governador de Minas Gerais publicizou em sua rede social que irá assinar um decreto reduzindo o ICMS da gasolina, energia elétrica e dos serviços de telefonia e internet em respeito ao PLP 18/2022 que limita o teto dos tributos cobrados em serviços essenciais para todos os Estados da federação.

Enquanto isso, nosso querido governador @belivaldochagas entra na justiça contra a lei que foi aprovada no congresso federal e resiste de forma indecorosa a uma lei que visa aliviar o bolso e diminuir a tributação estadual em serviços essenciais a toda população. Governar um estado é ato civil e republicano que deveria ser exercido de forma alheia a interesses personalistas.

Todavia, tenho a impressão que Belivaldo e outros políticos governam pensando no próprio umbigo e/ou evitando dar louros a ideias que não tenham surgido de sua própria cabeça, quando não, atuando sempre na contramão do seu adversário político. Se Bolsonaro é a FAVOR, sou CONTRA. Não importando a razão e ignorando os possíveis benefícios em prol da povo.

A tripartição dos poderes em nosso país foi para casa do chapéu há muito tempo, vivemos uma insegurança jurídica sem precedentes em nosso país. O Brasil virou literalmente a casa da mãe Joana, terra sem lei e sem respeito aos poderes instituídos. É o famoso cabo de guerra, onde cada um manda, desmanda e manda novamente. Em terra de índio, todos querem ser cacique.

Estamos como se diz no popular “lascados”, nosso governador é do time daqueles que fazem coro ao adágio: Se está ruim, pode ficar ainda pior. Em época de pandemia, os cofres dos Estados Brasileiros foram bastecidos com verbas federais, dívidas congeladas e empréstimos deixaram de ser pagos, medidas essas que deixaram muitos municípios com suas contas superavitarias.

Em resumo, Belivaldo se apequena ao não dar o braço a torcer e encampar una luta ao meu ver inglória e que sangra de morte as finanças e o bolso, não de Bolsonaro, mas de D. Maria e Seu José que somam-se a outros milhares de Sergipanos que tanto sofrem com os recorrentes aumentos nos combustíveis. Ainda é tempo de recuar e fazer aquilo que é correto, republicano e favorável ao povo. Falando de uma realidade em que quase 50% do nosso povo encontra-se em situação de pobreza, dizer não a uma redução de impostos por conta de um possível desequilíbrio fiscal é ficar alheio ao sofrimento do povo. A verdade é que ninguém bebe combustível, mas toda a cadeia de alimentos e outros serviços básicos são impactados positivamente ou negativamente por políticas públicas. O presidente Jair Messias Bolsonaro, o congresso e o senado estão a fazer sua parte. E quando Belivaldo Chagas irá fazer a sua? E para além disso, o pré-candidato do governo, o deputado Federal Fábio Mitidieri concorda com essa atitude do governador? Se governador, faria diferente?

São perguntas, apenas perguntas que deixo aqui na conclusão desse artigo, perguntar não ofende, mas o silêncio dos políticos, esse sim, ofende e muito.

Prof. Leonardo Lisboa
Ativista político

Imprensa 24h

Notícias de Aracaju, Sergipe e do Brasil

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