Câncer de Colo do Útero: prevenção é a melhor forma de combater o quarto câncer que mais mata mulheres no Brasil

Entre as campanhas preventivas realizadas no terceiro mês do ano, está o “Março Lilás”, que conscientiza a população brasileira acerca dos cuidados que devem ser tomados como forma preventiva para combater o câncer de colo do útero, considerado a quarta causa de morte por câncer mais frequente no Brasil. De acordo com Instituto Nacional do Câncer (Inca), as estatísticas apontam, para este ano, o surgimento de 16,5 mil novos diagnósticos desse câncer e cerca de cinco mil mortes.
O principal fator de risco do câncer é a persistência do HPV, vírus sexualmente transmissível. O sangramento uterino fora do período menstrual, secreção de características anormal como odor fétido, sangramento durante o ato sexual, queixas urinárias e dores na região pélvica  são alguns dos sintomas do câncer, que pode levar décadas para ser diagnosticado após o contato da mulher com o vírus sexualmente transmitido.
Segundo a médica ginecologista cooperada da Unimed Sergipe, Carmem Luiza Leite, a prevenção é o meio mais eficiente para combater o único câncer que pode ser prevenido. “O Março Lilás é muito importante para que possamos fazer reflexões sobre os fatores que precisam melhorar para erradicarmos esse câncer, que é uma doença que só depende da gente, por se tratar do único câncer que pode ser prevenido. Temos algumas ferramentas para que ele seja combatido, mas as estatísticas negativas perduram por mais de 20 anos”, explica a especialista.
Nos últimos anos, foram criadas diversas políticas públicas que aumentaram o acesso da vacina contra o HPV para os países da América Latina, incluindo o Brasil, com o objetivo de reduzir os números de doenças causadas pelo vírus. Porém, como alerta a ginecologista, apesar da maior facilidade de se tomar a vacina, as taxas de adesão à vacinação continuam abaixo do esperado.
“A adesão da vacina no nosso país é muito baixa. Do público estimado, apenas 70% tomaram a primeira dose. Quando falamos da segunda dose, esse número cai drasticamente para aproximadamente 40%. Dados que nos preocupam. Quero chamar a atenção dos pais, pois a vacina se encontra nos postos de saúde, é gratuita e segura, segundo utilizada em vários países do mundo, a exemplo da Austrália e Reino Unido. Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos podem recebê-la”, conscientiza a médica Carmem Luiza.
Quando não há prevenção, outra maneira de tratar a doença de uma forma mais tranquila é descobrindo o câncer na fase inicial. Sendo assim, a ginecologista pede que as mulheres tenham mais consciência e procurem, regularmente, o seu médico para realização do papanicolau, exame que rastreia as alterações nas células do colo do útero. “As pesquisas mostram que, no ano passado, metade da população feminina brasileira e, consequentemente, sergipana, não realizou o papanicolau, ferramenta fundamental para que possamos melhorar as estatísticas no país e em Sergipe também”, ressaltou.
A médica pontuou, também, que falar sobre o surgimento da doença ainda é um tabu, por se tratar de um câncer que, na maioria das vezes, é consequência da relação sexual sem proteção. “Precisamos conversar com os adolescentes da família sobre o sexo. É necessário que sejam quebrados alguns paradigmas ainda existentes. Quanto mais cedo os meninos e meninas forem conscientizados,  melhor será para combatermos esse tipo de câncer”, reforçou.

Por fim, a médica avalia que a jornada para combater esse tipo de câncer é grande. “Embora o caminho seja simples, ainda há muito que avançar”, disse.

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