Coluna Analítica

IMPRENSA24H publica nesta sexta-feira, 13, a nova seção do site: a coluna ANALÍTICA, espaço dedicado à analise crítica da conjuntura política estadual e nacional.

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É SEMPRE O ÚLTIMO A SABER Por ter sido eleito senador da República, em 2018, o delegado Alessandro Vieira (Cidadania) julgou necessário tornar pública a sua opção de voto no segundo turno da eleição presidencial, cuja disputa se deu entre Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL). Sem justificação, no texto que enviou à imprensa para manifestar sua posição, Alessandro afirmou que o candidato petista representava uma “ameaça cristalina à normalidade democrática”. Assim, ao enfatizar que não votaria em Haddad, disse votar em Bolsonaro “para evitar o retorno ao poder de uma organização criminosa, que tem como objetivo essencial acabar com a Lava Jato e todas as perspectivas de combate à corrupção”.

OUVIU O CANTO DA SEREIA: Depois de contribuir para a vitória de Bolsonaro, por ter, segundo afirmou nesta semana, acreditado nas promessas de combate à corrupção, Alessandro, agora, se diz frustrado e mesmo sendo delegado de polícia, acostumado a lidar com investigações e bandidos, banca o garoto ingênuo enganado pelos coleguinhas da escola. Em artigo publicado n’O Globo, Alessandro diz assistir à morte do projeto de combate à corrupção, a causa que motivou os eleitores de Jair Bolsonaro: “estou entre eles”, confessa.

ERA BOM E EU NÃO SABIA: Para Alessandro, o fato mais recente a evidenciar o desmonte da estrutura institucional de combate à corrupção é o aparelhamento da Procuradoria-Geral da República pelo presidente Bolsonaro, “rompendo a tradição da lista tríplice”, como frisou. O senador omitiu, porém, que a tradição de escolher o PGR considerando o nome mais votado da lista tríplice foi construída e mantida apenas pelos governos petistas de Lula e Dilma. Mas, em outubro de 2018, disse não votar em Haddad por este ser petista e ter por objetivo, em sua ótica míope, ressalta-se,“acabar com a Lava Jato e todas as perspectivas de combate à corrupção”, justificou ao declarar voto no candidato do PSL.

NEM LEMBREI: No artigo que publicou n’O Globo, nesta semana, Alessandro diz ser obrigado a assistir a “captura” de instituições como Receita Federal, Polícia Federal e Coaf, “que sobreviveram aos anos do mensalão e do petrolão”. O ‘mensalão’, escândalo parlamentar estourado durante o primeiro mandato presidencial de Lula, implicou uma série de políticos, de diversos partidos, dentre os quais, o PP, uma das siglas com maior número de membros investigados nesse caso e líder em número de investigados na Lava Jato; à época do mensalão, Jair Bolsonaro era um deputado do baixo clero, filiado… ao PP.

ELE É AMIGO DO QUEIROZ: Ainda assim, Alessandro ignorou os quase 30 anos de Bolsonaro na Câmara dos Deputados, e acreditou, veja só quanta ingenuidade, na promessa de combate à corrupção feita pelo chefe da Val do Açaí. Agora, depois de ver o presidente da República agir sem pudor para brecar a investigação do caso Queiroz, o senador delegado acordou para o fato de que há ”uma tentativa de erodir as instituições que permitiram que Lava Jato e outras investigações do seu porte pudessem existir”, anotou em seu recente artigo.

ERA TUDO FAKE: Não custa lembrar que ‘Lava Jato e investigações do seu porte’ só puderam existir porque os governos petistas fortaleceram as instituições de combate à corrupção, tanto que, quadros do partido não só foram investigados com também condenados; muitos dos quais perseguidos politicamente pela justiça, como prova agora a Vaza Jato, revelações sobre as quais o senador Alessandro não dedicou uma só linha em seu texto. “O presidente da República não está comprometido com o combate à corrupção. É ele próprio o maior entrave a essa tarefa da qual não podemos abdicar”, escreve o senador, ao perceber, tardiamente, o equívoco de ter votado em Bolsonaro.

ENTRE A CRUZ E A ESPADA: Em busca de um bom argumento jurídico que lhe permita deixar o PSC para tentar a sorte, nas eleições 2020, em outro partido, sem risco de perder o mandato, o deputado estadual Gilmar Carvalho vive dias de angústia. Sem dispor de um tostão do Fundo Eleitoral do PSC nas eleições 2018 e com a perspectiva de encontrar o cofre fechado também em 2020, o pé pé pé corre em busca de uma sigla partidária que lhe garanta as condições financeiras necessárias para a disputa majoritária.

À VENDA: Gilmar Carvalho, mesmo sem ter o que apresentar ao eleitorado da capital, intenta ser prefeito de Aracaju. A se confirmar essa troca partidária, manterá sua tradição camaleônica, conservada ao longo de duas décadas de vida pública, de nunca disputar mais de uma eleição pelo mesmo partido. Desse modo, o radialista-deputado põe seu nome, outra vez mais, no balcão de negociações para entregá-lo ao partido que mais dinheiro lhe oferecer.

DISSOLVIDO: Grupo de autointitulados super-heróis dos sergipanos, o G4, formado pelos deputados estaduais Rodrigo Valadares (PTB), Kitty Lima, Samuel Carvalho e Georgeo Passos – do Cidadania estes últimos – deixa de existir enquanto tal. Sob a aba curta do chapéu do enfezado senador Alessandro Vieira, o grupo do Cidadania escanteou o representante do clã Valadares na Assembleia.

NEM TE CONHEÇO: Disposto a viabilizar uma candidatura para disputar a eleição de prefeito da capital, o agrupamento formando no entorno do delegado Alessandro considera que Rodrigo e seu desnorteado mandato não cabem nesse projeto, que inclui, além dos deputados do Cidadania, a vereadora Emília Corrêa (Patri), o ex-vereador Emerson Costa (Cidadania) e o empresário Milton Andrade (Novo). Esse é o primeiro racha exposto na oposição.

ALTO LÁ: O ex-deputado federal André Moura (PSC), hoje secretário de Estado do Governo do Rio de Janeiro – posição bem diferente da propaganda mentirosa de Valadares Filho (PSB) na campanha de 2018, que insistiu em afirmar que o então líder de Temer seria secretário do Governo Belivaldo – por ajudar no parto, pensa ser o pai dos projetos urbanísticos paridos pela administração do prefeito Edvaldo Nogueira. Em propaganda divulgada em rede social, na qual apresenta o resultado da obra de urbanização da avenida Caçula Barreto (Canal 3), no conjunto Augusto Franco, André diz ‘ter feito acontecer’.

NÃO É BEM ASSIM: Para execução desse projeto, a Prefeitura investiu R$5,3 milhões. Desse total, a maior fatia já estava assegurada desde a gestão anterior de Edvaldo (2009-2012). Porém, para conseguir a contrapartida necessária à complementação desta obra, a Prefeitura contraiu empréstimo junto à Caixa, liberado em tempo hábil, sejamos justos, a partir da influência de André nos corredores ministeriais de Brasília. Entretanto, de nada adiantaria a carteirada do líder de Temer, se a gestão Edvaldo não tivesse o projeto e a maior parte dos recursos já disponíveis. Sendo assim, André não pode arrogar para si um trunfo que não lhe pertence.

SE FEZ DE MOUCA: Por falar no agrupamento do entorno do senador Alessandro, Valadares Filho e sua campanha baseada em fake news, em 2018, quando foi rejeitado por quase 70% do eleitorado sergipano, um detalhe curioso passou batido. Mesmo após a Justiça Eleitoral ter reconhecido, reiteradas vezes, não ser verdade a informação divulgada pelo candidato do PSB de que André Moura – já derrotado nas urnas – seria secretário do Governo Belivaldo Chagas, a delegada Danielle Garcia fingiu não ter visto a afronta de Valadares Filho às regras do jogo eleitoral.

COM CARA DE PAISAGEM: Ao contrário, estimulou a campanha mentirosa do clã Valadares ao se expor na tv pedindo voto para Vavazinho ao longo de todo o segundo turno. Como recompensa, a promessa do cargo de secretária de Estado da Segurança Pública do Governo Valadares Filho que, sabemos, nasceu morto, por desaprovação popular. Apesar de compactuar com o jogo sujo do PSB, a delegada Danielle Garcia tem sido estimulada, pelo grupo que acaba de se desfazer de Rodrigo, a disputar o cargo de prefeita de Aracaju, em 2020. Argumentam, para convencê-la, que seu nome remete à moralidade pública…

NÃO SABE O QUE QUER: Há pouco mais de um mês, o deputado Rodrigo Valadares veio a público defender a formação de um grupo de centro-direita para fazer frente ao projeto de reeleição do prefeito Edvaldo Nogueira. Julgando falar em nome daqueles que agora o rejeitam – Emília e Milton, sobretudo – jogou a liderança desta iniciativa no colo do senador Alessandro Vieira. Após se chutado por esse mesmo grupo, Rodrigo bandeou-se, oportunisticamente, para o que entende ser a direita e passou a se apresentar como representante-mor de Jair Bolsonaro em Sergipe.

É MEU E BOI NÃO LAMBE: À época, início de agosto, Rodrigo disse estar em jogo, como prováveis candidatos, o nome dele, de Milton, Emília e da delegada Danielle Garcia, e o mais viável teria o apoio dos demais, sob o comando de Alessandro. Amador no jogo político, o deputado do PTB foi procurar sarna pra se coçar no PSL, criou uma celeuma com quem lá já estava e conseguiu se tornar ainda mais apático nesse agrupamento da oposição. Agora, atirando para todo lado. Referindo ao artigo que Alessandro publicou n’O Globo, acusa o senador de fazer críticas descabidas ao presidente Bolsonaro, a quem defende cegamente.

 

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