Com frequentes reajustes na tarifa da conta de luz, brasileiros buscam meios para economizar

Por Eduardo Amendola Camara, economista e professor da Estácio

Para alcançar uma redução ou mesmo a manutenção dos valores pagos na conta de luz, as famílias podem buscar aumentar o uso da luz natural em casa, desligar eletrodomésticos em stand-by, ou mesmo ajustar a temperatura de equipamentos com maior consumo de energia, como chuveiro elétrico, geladeira ou aparelhos de ar-condicionado.

Na prática, algumas medidas como limpar filtros de aparelhos de ar-condicionado e observar a manutenção da vedação da borracha da geladeira podem exigir algum trabalho, ou custo adicional, mas podem gerar redução efetiva da conta de luz e aumento da vida útil destes equipamentos.

O consumidor está com poucas opções para equilibrar a despesa com energia via melhoria na eficiência dos eletroeletrônicos, isso porque nos últimos anos pouco foi investido em equipamentos. As etiquetas de eficiência energética das geladeiras, por exemplo, não são revisadas pelo Inmetro desde 2006.

Além disto, os consumidores também podem considerar a mudança tarifária ou mesmo o uso de sistemas fotovoltaicos – que exigiriam investimento relativamente alto no curto prazo, mas que tendem a se pagar em 3 a 4 anos e, como a vida útil dos equipamentos de sistemas fotovoltaicos pode chegar a 15 ou 20 anos, a vantagem é bastante expressiva.

Ainda é possível optar pelo modelo tarifário diferenciado, conhecido como “tarifa branca”, onde o preço do KW varia conforme horário e dia de consumo, baseando-se em valores pré-determinados pelas companhias de energia. Contudo, o consumidor deve estar atento. Caso não mantenha o controle, ele pode acabar consumindo muita energia no horário de ponta e, ao invés de diminuir, a conta de luz irá aumentar.

 

No início da pandemia, o nível de endividamento das famílias saltou de cerca de 48% para os atuais 58%, como podemos ver.

Naquele momento o país enfrentava as dificuldades econômicas impostas pelas medidas de isolamento social, necessárias ao combate à pandemia. Agravadas posteriormente pelo aumento no preço dos alimentos e combustíveis.

Embora o atraso no pagamento das contas tenha crescido, dados das empresas mostram que os consumidores também estão tentando renegociar suas dívidas. Segundo a ENEL, o número de pedidos de renegociação de dívidas aumentou 45%. É importante que as pessoas em condição de inadimplência busquem as concessionárias dos serviços para negociar um acordo benéfico para ambas as partes.

Informações da assessoria

 

 

 

 

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