Coordenadores municipais e pedagógicos do Programa Mais Alfabetização participam da primeira reunião formativa

Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por meio do Departamento de Educação (DED) e do Serviço de Ensino Fundamental (SEF), promoveu na manhã desta sexta-feira, 30, a primeira reunião formativa com os Coordenadores municipais e pedagógicos do Programa Mais Alfabetização. O encontro foi realizado no Auditório Professora Maria Hermínia Caldas, na sede da Seduc, e a formação foi ministrada pela coordenadora estadual do programa, Sônia Kerner, e pela técnica do SEF, Graziela Evangelista Gomes.

A abertura da capacitação foi feita pela coordenadora do Serviço de Ensino Fundamental da Seduc, professora Kelly Valença. Ela explicou que o Mais Alfabetização é um programa do Governo Federal que faz parte da política de alfabetização e consiste no repasse de recursos direto para as escolas, para que possam escolher um assistente de alfabetização que dê suporte aos professores regentes do 1º e 2º anos do ensino fundamental.

As escolas também recebem recursos para reproduzir avaliações de diagnóstico, de percurso e somativa, para verificar os avanços das crianças no processo de alfabetização. “Além do professor regente, que estava sozinho no processo de alfabetização, agora os alunos têm um assistente de alfabetização que dá suporte às atividades pedagógicas. Eles têm alguém a mais para olhar por eles e fortalecer as atividades pedagógicas. É um ganho enorme para escola, para o professor e para os alunos e já existem resultados que mostram evidências do crescimento dos alunos”, disse.

Em Sergipe o programa está na segunda versão, tendo iniciado em abril de 2018, com a sensibilização dos gestores para a implementação das ações sistematizadas de alfabetização. Ainda de acordo com Kelly Valença, cada escola pode continuar com seus processos metodológicos e melhorar as suas práticas a partir dos resultados das avaliações.

A coordenadora estadual do Programa Mais Alfabetização, Sônia Kerner, destacou que a formação tem como objetivo dar suporte técnico e pedagógico aos coordenadores. Atualmente, o programa é aplicado em 623 escolas municipais em 60 municípios e 82 escolas da rede estadual.

“Esse programa tem um diferencial, que é o capital humano, sendo ele a figura do assistente de alfabetização. Esse profissional fica cinco ou dez horas por turma nas escolas que tiveram o índice de Avaliação Nacional da Alfabetização muito baixo. Para o aluno isso implica no avanço no letramento e raciocínio lógico e matemático. O assistente é o auxiliar que vai formar os grupos de alunos que estão aquém na leitura e na escrita, para fazê-los avançar”, explicou.

Formação

Durante a reunião formativa, os participantes receberam orientações sobre o Programa Mais Alfabetização, sobre a Política Nacional de Alfabetização, elaboração do Plano de Aplicação do programa e sobre a prestação de contas do Mais Alfabetização. Houve ainda uma explanação sobre o Programa Alfabetizar pra Valer, lançado pelo Governo do Estado na última quinta-feira, 29, fazendo um paralelo com o Mais Alfabetização.

Os participantes destacaram a importância da formação e do programa para a alfabetização das crianças. Foi o caso de Valdson Júnior, coordenador do programa pela Undime e no município de Lagarto. “A Undime tem um papel fundamental no processo de implementação. Juntamente com a coordenação estadual do Mais Alfabetização, ambas são responsáveis pelo acompanhamento e monitoramento das ações do programa. Nós trabalhamos de forma conjunta e articulada no acompanhamento dos municípios”, disse.

O coordenador pedagógico da DRE-8, Adson de Lima Silva, destacou a necessidade da formação. “A alfabetização é hoje uma das questões que a Seduc mais tem se preocupado. Com essa devolutiva, vamos perceber os avanços que o Programa oportunizou às escolas no sentido de alfabetizar os alunos. Também poderemos refletir sobre aquilo que ainda não avançou e que pode ser melhorado. Com essa formação e essas orientações, vamos estar nos aproximando das escolas no sentido de construir ações que atendam às necessidades da alfabetização”, declarou.

Já a coordenadora do programa no município de Salgado, Kátia Andrade, destacou que a capacitação faz com que todos compreendam a forma mais fácil de alfabetizar as crianças, além de poder levar o conhecimento aos professores em seus municípios. “Muitas vezes os professores têm dificuldades, por conta das turmas multiseriadas e falta de infraestrutura. Os docentes em sala de aula que recebem os assistentes se sentem mais amparados e percebem que existe uma política voltada para a alfabetização, que é a base de uma educação de qualidade”, afirmou.

Ivo Sobrinho, coordenador do programa em Muribeca, disse que “essa formação que estamos recebendo hoje é muito boa, pois a gente tira dúvidas referentes ao programa. Essa interação entre municípios e Estado facilita muito para a gente. É muito bom fazermos um trabalho com a participação dos professores regentes de turma e com a companhia de um assistente. Lá em Muribeca já realizamos as primeiras avaliações de Língua Portuguesa e Matemática, referentes ao programa, e vemos que esse primeiro momento está sendo positivo, pois houve um grande avanço”, destacou.

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