Covid-19: infectologista explica porque não se deve escolher qual vacina tomar

Desde que foi iniciada no Brasil, em meados de janeiro, a imunização contra a covid-19 gera uma série de dúvidas na população. Uma das discussões mais frequentes atualmente é sobre as pessoas que insistem em querer escolher qual imunizante receber. No Brasil, estão aprovadas para uso emergencial ou já registradas as vacinas Fiocruz/Oxford/AstraZeneca, Sinovac/Butatan (Coronavac), Pfizer/BioNTech e Janssen.

A médica infectologista e cooperada Unimed Sergipe, Márcia Maria Macedo Lima, assegura que a população não deve optar por um imunizante em detrimento de outro. “A melhor vacina é aquela que está disponível na unidade de saúde mais próxima da residência de cada pessoa, com raras exceções, como mulheres grávidas que devem receber a vacina de Pfizer/BioNTech. Todas as vacinas licenciadas para uso emergencial ou registradas no Brasil têm segurança e eficácia estabelecidas pela OMS. Quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor a circulação do vírus SARS-COV-2”, explica a infectologista.

Para ser liberada no Brasil, uma vacina precisa passar por pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que faz diversas exigências ao fabricante, como fornecimento de dados minuciosos dos estudos que deram origem à vacina, dados da produção e do controle de qualidade, comprovação de boas práticas de produção, entre outros.

“Eficácia é a capacidade de uma vacina em prevenir doença. De acordo com a eficácia de cada uma das vacinas, determina-se através de estudos clínicos a chance de não desenvolver a doença.  Porém, nenhuma vacina é 100% eficaz. Além disso, enquanto tivermos doses insuficientes para vacinar grande parte da população, sempre teremos pessoas vulneráveis e que poderão apresentar quadros graves da COVID-19”, alerta a especialista.

O imunizante Sinovac/Butatan (Coronavac) tem 50,4% de eficácia geral, já a vacina da Fiocruz/Oxford/AstraZeneca tem 70%. A Pfizer/BioNTech é de 95%. “É importante salientar que todas demostraram eficácia ainda mais alta quando considerados apenas os casos graves da doença, evitando mortes”, pondera a médica.

Reações

A discussão gerada em torno de parte da população que insiste em querer escolher qual imunizante receber se dá, principalmente, pelas reações causadas após a imunização. No entanto, a médica explica que as reações são normais e já esperadas.

“A maioria é de casos leves a moderados, que se resolvem em poucos dias.  Os eventos mais comuns são dor no local da injeção e febre. Outros sintomas menos comuns são cansaço, mialgia e dor de cabeça, que cessam em poucos dias e podem ser tratados em casa. Raros são os eventos adversos graves. Reações alérgicas são incomuns, mas podem ocorrer após qualquer vacina”, explica a médica. “Não podemos esquecer que eventuais riscos de raros eventos adversos graves pós-vacinais são muito menores do que os da COVID-19”, completa Márcia.

Segunda Dose

De todas as vacinas aprovadas até agora no Brasil, apenas a da Janssen é de dose única. Todos os outros imunizantes necessitam de uma segunda dose para completar o ciclo vacinal. E esse tem sido um dos desafios do Ministério da Saúde e de governos estaduais e municipais. Com índices altos de não comparecimento para tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19, a imunização não surte o efeito esperado.

“Os dados de eficácia conhecidos e comprovados referem-se a esquemas com duas doses, portanto, não podemos nos considerar protegidos com apenas uma dose. É essencial cartão de vacinação completo. Além disso, mesmo depois de se imunizar, é importante manter o uso de máscara, a higiene das mãos com álcool gel e o distanciamento social”, alerta a médica.

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