Danielle revela que Alessandro enganou Emília com promessa de candidatura

Em entrevista ao Jornal da Fan, nesta quinta-feira, 22, Danielle Garcia revelou que a escolha de seu nome para disputar o comando da prefeitura de Aracaju não se deu a partir de uma pesquisa de intenção de voto, como fora dito, à época, pelo senador Alessandro Vieira, presidente do Cidadania, partido ao qual está filiada a delegada.

Segundo Danielle, antes mesmo de se filiar ao Cidadania, Alessandro garantiu que seria ela a candidata do grupo à prefeitura da capital sergipana. Essa afirmação põe em xeque a credibilidade do delegado-senador, que garantiu a Emília a possibilidade de ser ela a candidata apoiada pelo seu agrupamento.

“Na conversa que eu tive com Alessandro, em Brasília, quando decidi que me filiaria ao Cidadania, a minha única exigência foi a seguinte: eu sou a candidata, e quem vai definir os rumos [da candidatura] sou eu. “Pode ser assim”, “pode”. Simples assim”, confessou Danielle.

Entusiasta do ingresso de Danielle na política, a vereadora Emília Correa (Patriota) já integrava o grupo político formado no entorno de Alessandro quando a delegada se filiou ao Cidadania, em dezembro do ano passado. Emília desejava ser candidata à prefeita com apoio desse agrupamento.

Porém, Alessandro acordou junto a seus aliados que o candidato do grupo seria o nome que aparecesse em melhor posição na pesquisa de intenção de voto que contratou a um instituto criado por membros do Cidadania.

Sem saber que Alessandro já havia garantido a cabeça da chapa a Danielle, Emília aceitou as condições impostas pelo senador e viu-se preterida com base no resultado da pesquisa feita por dois assessores da deputada estadual Kitty Lima.

Emília então recuou da disputa pelo comando da prefeitura e partiu em busca de mais um mandato na Câmara de Vereadores, decisão tomada para cumprir o compromisso firmado junto a Alessandro, ou seja, de não sair candidata à prefeita caso não fosse a escolhida pelo grupo do Cidadania, do qual fazem parte o PSB dos Valadares e o PL e o PSDB dos irmãos Eduardo e Edivan Amorim.

Ao anunciar que disputaria a reeleição, numa referência direta ao senador Alessandro e a Danielle, Emília se mostrou traída e decepcionada com o grupo do Cidadania e disse que “é melhor ter independência” do que estar “amarrada e obedecendo até ao script do que tem que falar”.

“Assim a gente mantém a integridade de não fazer certos acordos e não estar presa a certos “figurões” da política, que se acham”, emendou a vereadora ao disparar mais uma crítica a Alessandro.

Segundo Emília, para os “figurões” que presidem partidos, faltou-lhe humildade por não aceitar ser a candidata a vice. “Humildade é fazer a vontade deles? É estar amarrada a grupos políticos?”, questionou ao destacar que não aceita ir para um vale-tudo, como tem feito Alessandro e Danielle Garcia. “Quem era ruim, fica bom, quem era bom, fica ruim, e assim vão subestimando a inteligência de todos”, alfinetou a vereadora.

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