Dia da Sergipanidade é celebrado no Teatro Tobias Barreto

Evento foi marcado por uma série de atrações culturais e pela entrega de Medalhas do Bicentenário

O governo do Estado realizou, neste domingo (24), uma comemoração alusiva ao Dia da Sergipanidade, no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju. O evento foi marcado por uma série de atrações culturais celebrando a vida, a identidade e a história do povo sergipano. Na ocasião, o governo de Sergipe efetivou, também, a entrega de Medalhas do Bicentenário do estado, destacando personalidades e órgãos públicos que fomentaram ações importantes durante o período crítico da pandemia. A vice-governadora Eliane Aquino participou da solenidade, representando o governador Belivaldo Chagas, ao lado da presidente da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), Conceição Vieira.

O Governo do Estado, ao tempo em que celebrou essa data tão importante do calendário de Sergipe, também prestou homenagem ao seu povo pela bravura e contínuo compromisso com que enfrentou e tem enfrentado os desafios impostos pela pandemia da Covid-19.

“Depois desse sofrimento imenso que passamos com a pandemia, cada vez que o teatro abre é uma alegria muito grande e, nesse instante, a alegria é maior. O governador Belivaldo Chagas solicitou ao seu time da Cultura que preparasse uma festividade, uma celebração no mês da Sergipanidade, para resgatar a autoestima, a identidade, a vontade de continuar crescendo e avançando com a gente sergipana”, destacou Conceição Vieira.

Para a vice-governadora, Eliane Aquino, a sergipanidade precisa estar presente na vida cotidiana do estado. “Sergipe não seria nada sem as pessoas que aqui vivem. Eu falo muito que nós vivemos numa terra linda, mas que o orgulho dela, a autoestima por sermos, por vivermos nessa terra – mesmo as pessoas que não são daqui, mas que escolheram viver em Sergipe-, precisa acontecer diariamente. A  nossa autoestima para fazer esse estado cada vez melhor depende de cada um de nós, depende do conhecimento e da vontade que cada um carrega de ser sergipano”, frisou a vice-governadora.

Cultura Popular

O evento começou com apresentações de grupos da cultura popular sergipana como o Batalhão do Rosário, a quadrilha Unidos Arrasta Pé, de Itaporanga e o Reisado Belas Estrelas, de Santo Amaro das Brotas. Formado há 31 anos por Rosalina dos Santos, o grupo de reisado é composto, em sua maioria, por seus filhos, netos e bisnetos. “Eu me sinto muito feliz, muito alegre, contente. Espero muita alegria para o dia de hoje e muita alegria brincando e representando a alegria do nosso grupo”, afirmou com orgulho e satisfação.

Na sequência, o artista visual francês, radicado em Aracaju desde 2014, Maxime Bally apresentou o seu mais recente trabalho, o painel “Cortiço Vertical” que será instalado na área externa do auditório do teatro. A obra tem como objetivo refletir a moradia nas grandes metrópoles, principalmente representada na figura dos prédios. “É uma honra poder presentear Aracaju com a primeira obra de realidade aumentada. Estar aqui é uma grande oportunidade de entrelaçar essas leis de apoio, de incentivos que estão sendo uma grande oportunidade para todos os artistas produzirem e poder fomentar, dialogar com o povo sergipano e continuar nessa trilha”, afirmou o artista contemplado pela Lei Aldir Blanc.

Atrações Musicais

Já no palco do Teatro Tobias Barreto, a cantora Amorosa trouxe para a plateia muito encanto e emoção com sua voz marcante através de um repertório exuberante ressaltando as belezas e encantos do estado. Logo em seguida, a Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse), em um concerto, especialmente, direcionado para a Sergipanidade interpretou obras sergipanas do final do século XIX e início do século XX, compostas por Ceciliano Avelino da Cruz (1877-1963) e pelo Frei José de Santa Cecília (1809-1859), em arranjos sinfônicos inéditos produzidos por Guilherme Mannis e Fabiano Santana.

“O concerto de hoje não poderia ser mais representativo da produção musical aqui do nosso estado porque ele resgata dois dos nossos principais compositores de todos os tempos. O primeiro é o frei José de Santa Cecília, que compôs o hino de Sergipe, entre outras, e outro compositor pouco conhecido foi Ceciliano Avelino da Cruz, maestro da banda da Polícia Militar que,  juntamente com o seu pai Francisco Avelino, compuseram  muitas e muitas obras e são grandes personagens da música no nosso estado. Então, na noite de hoje, nós recuperamos três obras com a ajuda da musicóloga Thaís Rabelo”, afirmou o maestro Guilherme Mannis, que tendo nascido em São Paulo, está radicado em Sergipe há 15 anos e recebeu, recentemente, o título de cidadão sergipano.

Para o maestro, ações como essa, promovida pelo Governo do Estado, são essenciais. “Trabalhamos a nossa cultura, a nossa identidade e levamos ao conhecimento das pessoas. Muitas vezes isso é o que falta, que nós façamos com que todos conheçam tudo que de bom e que de maravilhoso é produzido aqui” complementa Mannis.

O evento também contou com a Banda de Música do Corpo de Bombeiros de Sergipe e a Banda de Música da Polícia Militar de Sergipe.

Medalhas do Bicentenário

A medalha do Mérito do Bicentenário da Emancipação Política se Sergipe foi instituída pelo decreto estadual N°40.698, de 16 de outubro de 2020, com o intuito de homenagear pessoas e instituições merecedoras do reconhecimento público por seus relevantes serviços prestados ao estado de Sergipe e ao seu povo, sendo outorgada pelo governador Belivaldo Chagas.

Receberam a medalha a vice-governadora Eliane Aquino, a presidente da Funcap, Conceição Vieira, o desembargador Edson Ulisses, representando o Tribunal de Justiça de Sergipe; o deputado Zezinho Sobral, representando a Assembléia Legislativa de Sergipe; José Léo Neto, representando a Defensoria Pública de Sergipe; José Aguiar, representando a Procuradoria Geral de Sergipe; Christiano Cavalcante, representando a Fames; o prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana; o secretário de Estado da Educação, Esporte e Cultura, Josué Modesto; o reitor Valter Joviniano, da Universidade Federal de Sergipe; Jouberto Uchôa, reitor da Universidade Tiradentes; Rute Sales, reitora do Instituto Federal de Sergipe; o tenente-coronel Gladson Oliveira, representando a Polícia Militar de Sergipe; o coronel Alexandre Alves, representando o Corpo de Bombeiros de Sergipe; Aglaé Fontes, representando o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe; o diretor Daniel Lemos, representando o Colégio Atheneu Sergipense; Francisco Demerson, presidente do Conselho Estadual de Cultura; Anderson Nascimento, representando a Academia Sergipana de Letras; e Carlos Nascimento, servidor público e idealizador da Medalha.

 

 

 

 

 

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