Dia Mundial Sem Tabaco: fumantes são mais suscetíveis a desenvolver forma grave da Covid-19

Desde o início da pandemia, discute-se sobre a relação de tabagismo e Covid-19. Estudos realizados este ano revelam que fumantes tem maior risco de desenvolver a forma grave da doença e também morte em decorrência da Covid. No Dia Mundial sem Tabaco, celebrado nesta segunda-feira, 31 de maio, especialistas alertam para os riscos que os fumantes correm durante a pandemia.
A médica pneumologista cooperada Unimed Sergipe, Ana Paula Argolo, explica que o fumante tem uma série de prejuízos no que diz respeito à Covid 19. Segundo ela, o tabagismo facilita a transmissão quando, no momento de fumar, a pessoa faz um contato direto das mãos com o cigarro e depois leva à boca, podendo se infectar. O fato de tirar a máscara em locais públicos para fumar também aumenta a chance de infecção com o coronavírus.
“Não bastasse isso, o tabagismo também está relacionado ao favorecimento da infecção, porque desencadeia uma série de inflamações na mucosa respiratória e ele geralmente quebra diversos mecanismos de defesa desse aparelho respiratório. Então, assim como em tantas outras infecções virais, o paciente fumante tem maior chance de desenvolver doença”, explica Ana Paula.
O Dia Mundial sem Tabaco foi criado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) no ano de 1987 para alertar sobre doenças e mortes evitáveis decorrentes do tabagismo. Em 2021, a campanha traz como tema ‘Comprometa-se em parar de fumar’ e é organizada no Brasil pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).
“Já está bem evidenciado por alguns estudos que o paciente fumante tem pior evolução da doença. No momento em que ele se infecta, ele tem maior chance de desenvolver formas que necessitem de internação. Estando internado, tem maior chance de necessitar de UTI e estando em UTI tem maior chance de precisar de ventilação mecânica”, pontua a pneumologista.
De acordo com dados da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), o cigarro mata cerca de oito milhões de pessoas por ano em todo o mundo. Ainda segundo a Organização, 780 milhões de pessoas no mundo dizem querer parar de fumar, mas apenas 30% delas têm acesso às ferramentas que podem auxiliá-las.

“Tabagismo e Covid, definitivamente, é uma relação que não dá certo. Os pacientes fumantes podem ter comorbidades que são fatores de risco para a Covid, como DPOC e câncer de pulmão. Então, a mensagem que fica para este dia mundial sem tabaco é de que todo paciente fumante pode, merece e deve buscar tratamento para essa doença. A gente deve lembrar que tabagismo além de ser doença, é um fator de risco para diversas outras enfermidades. Busquem tratamento, existem estratégias farmacológicas e comportamentais para que aumente a chance de sucesso desse tratamento. Busque isso com um médico pneumologista”, frisa a médica.

 

 

 

 

 

 

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