# Dólar chega a R$ 4,78 e se aproxima da mínima do ano

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- Published: 2023-07-20T09:48:55-03:00
- Author: Redação Imprensa 24h

Em um cenário marcado por expectativas sobre os juros no Brasil e no exterior, o
dólar comercial registrou uma queda significativa, chegando a ser cotado abaixo 
de R$ 4,80 e se aproximando da mínima do ano, atingida anteriormente em 26 de junho.
Enquanto isso, a bolsa de valores perdeu um segundo dia consecutivo de derrotas,
sem conseguir reverter o cenário negativo. O mercado foi influenciado por fatores
internos, como a possibilidade de redução da Taxa Selic pelo Banco Central na próxima
reunião, e externos, como a divulgação de índices de garantia abaixo do esperado
nos Estados Unidos e em outras economias avançadas. Diante desse contexto, os investidores
permanecem cautelosos e atentos às decisões do Federal Reserve, o Banco Central 
norte-americano.

_Em meio às expectativas sobre juros, dólar cai e se aproxima da mínima do ano:_

Nesta quarta-feira (19), o dólar comercial apresentou um movimento de queda e encerrou
o dia cotado a R$ 4,786, representando uma queda de R$ 0,023 (-0,48%). Apesar de
ter iniciado o dia com nível alto, a citação reverteu o movimento e passou a declinar
após a abertura do mercado norte-americano, fechando próximo da mínima do dia.

Essa queda é acentuada após três dias seguidos de alta e coloca a moeda norte-americana
próxima da menor cotação do ano, registrada em 26 de junho, quando o dólar encerrou
vendido a R$ 4.767. No acumulado do ano, o dólar recuou 9,36%, enquanto que, no 
mês, a queda é de 0,08%.

_Desempenho desigual: Bolsa de valores registra novo dia de perdas:_

Enquanto o dólar apresentou uma queda expressiva, a bolsa de valores mostrou um 
desempenho desigual. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 117,552 pontos, com uma
queda de 0,25%. Ao longo do dia, o indicador chegou a cair 1% às 13h, mas teve uma
leve recuperação durante a tarde, não suportou, entretanto, reverter a tendência
negativa.

_Influência de fatores internos e externos:_

O mercado brasileiro foi influenciado por uma combinação de fatores domésticos e
externos. A perspectiva de que o Banco Central possa reduzir a Taxa Selic na próxima
reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em agosto, atraiu a atenção dos
investidores. Apesar dessa possibilidade, os juros brasileiros ainda permanecem 
em patamares altos, o que continua a atrair capitais estrangeiros.

Além disso, a divulgação de índices de garantia abaixo do esperado nos Estados Unidos
e em outras economias avançadas reduz a pressão para que os Bancos Centrais desses
países elevem os juros. Na próxima semana, o Federal Reserve (Fed, Banco Central
norte-americano) definirá a política monetária da maior economia do planeta, sendo
esperado um aumento de 0,25 ponto percentual, que marcaria o fim do ciclo de alta
iniciado em 2022.

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