É possível ter um propósito de vida na terceira idade?

Estabelecer objetivos, definir planos e alcançar expectativas são o que mantém o ser humano ativo. Mas, quanto mais o tempo passa e a rotina sufoca a realização dos projetos, ou até mesmo quando já se empreenderam todos eles, a vida perde o sentido. Com frequência, esse movimento acontece durante a terceira idade e, com isso, muitos idosos acreditam que não têm mais motivo para viver.

Para a coordenadora pedagógica do curso de Psicologia da Universidade Tiradentes (Unit), Jamille Figueiredo, é possível ter um propósito de vida na velhice. “Viver é um movimento constante de satisfazer necessidades e automaticamente perceber o surgimento de novas. Enquanto houver vida, sempre haverá possibilidades”, disse. “Encontrar um propósito de vida está ligado ao que o psiquiatra e escritor Victor Frankl nomeou de ‘sentido da vida’. Para o referido autor, o sentido da vida consiste em tomar para si um propósito que implique em responsabilidade consigo e com o outro. Sobreviver, para o ser humano, requer a habilidade de direcionar a sua vida para alguma coisa ou para alguém”, acrescentou a coordenadora.

No entanto, muitas pessoas na terceira idade se sentem inúteis, um estorvo para os familiares. Motivá-los é essencial para dar sentido ao existir. “O contexto da vida de algumas pessoas idosas pode ser muito difícil, sobretudo quando as redes sociais de apoio, dentre elas a família, apresentam vínculos fragilizados. Nestes casos, outras redes poderão ser somadas à família, como os serviços de assistência social, de saúde e grupos de convivência, por exemplo. Assim, existirá a possibilidade de construção de outros vínculos e de ampliação dessa rede que ofertará o suporte social necessário para o idoso”, ressaltou.

No Brasil e em outros países há cada vez mais pessoas idosas e menos jovens. Atualmente, a expectativa de vida dos brasileiros é de 74,8 anos, devido aos avanços nos serviços de saúde, educação e saneamento, entre outros. Com isso, ver pessoas com mais de 60 anos praticando exercícios físicos como corrida, natação e dança, além de artes manuais, torna-se cada vez mais comum.

“Diante disso, a qualidade e a expectativa de vida aumentaram, possibilitando uma vida mais ativa e saudável para os idosos. Esse contexto contemporâneo nos mostra que a idade não deve ser considerada um fator limitante. É possível que os idosos realizem as atividades que desejarem”, enfatizou Jamille.

 

Assessoria de Imprensa |Unit

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