Educação Estadual promove encontro para lembrar Dia Nacional de Luta pela Educação Inclusiva

A iniciativa contempla a programação da Semana para Sensibilização e Defesa da Educação Inclusiva, iniciada no dia 12 e que prossegue até essa sexta, 16. 

A fim de debater a importância da avaliação no aspecto biopsicossocial do aluno público-alvo da Educação Especial e a importância da sala de recursos multifuncionais para a inclusão no Ensino Regular, palestras mediadas pelos professores Anderson Araújo Reis e Leila Cardoso, dentro da programação da Semana para Sensibilização e Defesa da Educação Inclusiva, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) promoveu uma live no YouTube da Educação Sergipe, nesta quarta-feira, 14, data que marca o Dia Nacional de Luta pela Educação Inclusiva. O encontro pode ser revisto no endereço: https://youtu.be/Ybxnxn-hZVU.

Criada por meio da Lei nº 8.670, de 31 de março de 2020, a semana tem como objetivos a busca da defesa dos direitos dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; a promoção do respeito à diversidade; e o fomento da consolidação e da visibilidade das políticas públicas em execução, voltadas para a educação inclusiva. O decreto define, ainda, que o Poder Executivo deve promover ações em conjunto com as organizações da sociedade civil para ressaltar a importância da educação inclusiva.

A vice-governadora Eliane Aquino, que fez a abertura oficial do evento, destacou os avanços que a rede estadual vem conquistando, lembrando o empenho dos profissionais que são linha de frente nessa missão de promover a educação inclusiva. Mãe de Matheus, de 11 anos, que tem síndrome de down, a gestora avalia que, mesmo com as conquistas, os desafios ainda são grandes. “Quando a gente fala de inclusão, não é estar apenas dentro de uma sala de aula. A inclusão é feita por meio do acesso, dos materiais didáticos, do entendimento de outras crianças sobre aquele colega com deficiência”.

“Eu tenho muita esperança de que a gente consiga fazer um dia neste país a verdadeira inclusão. Eu tenho um filho com síndrome de down e eu me lembro de que quando ele nasceu, a gente achava que sabia muitas coisas sobre a deficiência, e percebemos o quanto isso nos pegou de surpresa. Tenho plena certeza de que a Educação tem um papel fundamental na vida dessas pessoas. Eles sofrem muitos desafios por conta do preconceito, da falta de informação, e de saber lidar com as diferenças. Mas eles estão aí, mostrando para que vieram. A gente tem visto pessoas com deficiência destacando-se na vida, e é isso que a gente quer para todos”, declarou Eliane Aquino.

Para a diretora do Departamento de Educação (DED), professora Ana Lúcia Lima, as evoluções no âmbito da educação inclusiva devem-se essencialmente ao trabalho de integração da própria Secretaria de Educação, que une setores e serviços com um único propósito: garantir o conhecimento efetivo do aluno da Educação Especial. Ela lembra que nessa perspectiva foi construído o Caderno Complementar para a Educação Especial, do Campo, Quilombola, Indígena e Jovens e Adultos, do Ensino Fundamental e Médio. “A gente tem metas específicas para a educação inclusiva, especialmente para a acessibilidade e atendimento a todos. E nessa pandemia estamos vendo uma demonstração de seriedade do Governo do Estado, o que reflete no empenho das escolas estaduais, além da contratação de profissionais para dar apoio às equipes escolares na condução das aulas remotas”.

Em sua fala, a diretora do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase), professora Eliane Passos, destacou a participação do Centro de Referência em Educação Especial de Sergipe (Creese), sob coordenação do professor Anderson Araújo Reis, que é ligado ao Dase. Para ela, o debate em torno de temáticas, como avaliação no aspecto biopsicossocial do aluno público-alvo da Educação Especial e a importância da sala de recursos multifuncionais para a inclusão no Ensino Regular são essenciais neste momento que marca o início de ano letivo 2021, no qual os professores, técnicos da Seduc e demais profissionais de educação especial poderão se munir de informações importantes para a continuidade dos avanços.

Outra convidada do encontro online foi a professora Gilvânia Guimarães, diretora de Educação de Aracaju (DEA), que, na ocasião, representou todos os diretores regionais de educação (DREs). A gestora começou sua fala homenageando os professores das Salas de Recursos Multifuncionais. “Vocês repensam os processos, que adequam estratégias, que ajustam metodologias, para que o ensino seja garantido no seu desenvolvimento de diferentes aprendizagens. O que Paulo Freire tanto nos ensinou faz valer no dia de hoje. “Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes”. Vocês trabalham de forma muito bacana com esse diferencial em suas rotinas”, concluiu.

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