# Lula acusa prefeitos de boicote ao transporte e pede extensão de horário

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- Published: 2026-10-25T15:56:14-03:00
- Author: Redação Imprensa 24h

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou prefeitos de dificultar o acesso de
eleitores às urnas por meio da redução da circulação de ônibus. A manifestação ocorreu
durante o segundo turno das eleições, momento em que o chefe do Executivo apontou
falhas graves na mobilidade urbana de diferentes municípios brasileiros.

Diante do cenário relatado, o governo federal mobilizou ações jurídicas para assegurar
a participação popular e minimizar os impactos causados pela diminuição dos veículos
disponíveis nas ruas. A articulação envolveu pedidos formais às autoridades competentes
para reverter o quadro de restrição.

## Acusações de boicote e impacto na mobilidade urbana

O presidente citou diretamente problemas ocorridos em São Paulo, Salvador, Petrópolis,
Teresina, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Recife, Maceió e João Pessoa. Segundo
o relato, a diminuição intencional da frota de transporte público funcionou como
obstáculo para impedir que cidadãos chegassem aos locais de votação. A situação 
gerou terminais lotados e longas esperas em várias regiões do país.

A campanha governista formalizou denúncias apontando que a medida restringiu o direito
constitucional ao sufrágio. Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia 
determinou o restabelecimento da frota integral. Já em São Paulo, o Partido dos 
Trabalhadores acionou a Justiça Eleitoral para cobrar o cumprimento de ordens que
exigiam operação plena dos ônibus urbanos.

## Demandas jurídicas e pedido de extensão da votação

Para contornar o prejuízo causado aos eleitores, a campanha apresentou um pedido
ao Tribunal Superior Eleitoral para estender o período de votação até as 19h em 
localidades específicas, como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. A medida
buscou compensar as horas perdidas nos terminais de transporte.

O presidente também solicitou providências para responsabilizar gestores municipais
envolvidos no esquema de retenção de veículos. As petições entregues às autoridades
da Corte Eleitoral exigiram rigor na apuração das responsabilidades administrativas
e criminais decorrentes do episódio.

## Reação institucional e medidas contra os gestores

As autoridades locais responderam de maneiras distintas às ordens judiciais emitidas
durante o pleito. Na capital baiana, houve determinação de prisão em flagrante direcionada
ao secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, sob a acusação de retenção de
ônibus. Em território paulista, a gestão municipal argumentou que orientou o cumprimento
das decisões, enquanto órgãos de transportes alegaram dificuldades operacionais 
para reorganizar as escalas de trabalho em curto prazo.

O posicionamento oficial do governo reforçou que tentativas de obstrução democrática
não ficarão impunes. As declarações públicas enfatizaram a necessidade de punição
rigorosa aos responsáveis pela paralisação parcial dos serviços essenciais de trânsito
durante o dia de votação.

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