Eu também tenho um sonho

Martin Luther King Jr. sonhou com um Estados Unidos da América mais justo e equalitário; uma nação onde a cor da cutis não fosse impeditivo para tomar um ônibus, usar um banheiro ou frequentar uma escola; um país em que o caráter fosse mais importante que a quantidade de melanina existente na pele. O reverendo levou sua causa para milhões e milhões de pessoas em todo o mundo, tocou o coração de indivíduos que estavam a dezenas de milhares de quilômetros de distância. Seus discursos arregimentaram aliados, criaram inimigos e forçaram a população dos EUA a discutir de imediato a questão da segregação racial. Tamanha luta custou para o ativista um alto preço: sua própria vida. Assim, como Martin Luther King Jr, eu também tenho sonho, ou, melhor dizendo, eu tive um sonho. Em meu sonho, eu estava frente a milhões de pessoas de todo o Brasil que aguardavam meu breve discurso.

Voltem para o Sergipe, voltem para São Paulo, voltem para o Amazonas, voltem para Curitiba, voltem para suas casas, voltem para suas famílias e amigos, sabendo que de alguma forma esta situação pode e será mudada. Não se atirem ao vale da desolação; lutemos agora no presente em prol de um novo amanhã. Tal como o sol se ergue a cada dia para combater a escuridão, lutemos, amigos! Pois, mesmo enfrentando diversas dificuldades nessa longa jornada, ainda há muito por que lutar em nosso país.

Eu tenho o sonho de que os políticos de nossa nação entendam que o seu papel não é atrapalhar a vida do cidadão, mas torná-la mais simples. O dia celebraremos essa verdade e ela será clara para todos que ocupam um mandato, seja no congresso nacional, no senado ou nas casas legislativas de todo o Brasil. Que os parlamentares compreendam que somos e devemos ser iguais perante a lei. Eu sonho com o dia em que, do Oiapoque ao Chuí, o político seja visto como um amigo do povo, um defensor da moralidade, como alguém que não legisle em causa própria. Acredito que um dia os políticos e o povo poderão sentar junto à mesa em clima de fraternidade e compartilhar o mesmo pão e o mesmo vinho, a mesma escola e o mesmo hospital. Eu tenho o sonho de que um dia, até mesmo Brasília, um deserto que transpira com o calor da injustiça, da imoralidade e da corrupção, seja transformado em um oásis de liberdade, jutiça e moralidade. Eu tenho o sonho de que os filhos de todo o Brasil, mães, pais e avós irão um dia desfrutar de uma nação mais próspera, onde a política seja vista como a arte do bem comum, e não a arte do egoísmo ou do enriquecimento ilícito. Eu tenho um sonho que um dia, em Brasília, os políticos corruptos, surrupiadores e saqueadores, possam dar as mãos e caminhar em direção ao lixo, lugar do qual nunca deveriam ter saído. Eu tenho um sonho de que um dia todo o Brasil será exaltado, e todas os ladrões da máquina pública serão aplainados e os políticos tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada, uma pátria onde os representantes do povo busquem a virtude e guiem o povo na direção do belo, da moral e do divino.

Esta é a minha esperança. E com essa esperança retornarei para minha casa, com essa esperança poderemos seguir em frente, transformar as desavenças acentuadas de nossa nação em uma melodia da mais perfeita harmonia. Com essa mesma esperança, nós poderemos labutar, rezar, cortar os grilhões estatais e lutar juntos por um país mais próspero para todos nós. Este será o dia em que todos conhecerão o verdadeiro significado da palavra liberdade.

Nossa classe política parece viver em um conto de fadas, em uma realidade paralela, fazem campanhas milionárias, usam nosso dinheiro para eleger-se, enquanto faltam insumos básicos nos hospitais, enquanto escolas não possuem teto. Lembro-me de um discurso feito por Diodoro em frente ao senado Romano, na ficção histórica O Médico de homens e de almas, que resume o nosso cenário atual:

”Não conheço um senador cujas mãos não estejam enlameadas de suborno ou mesmo que não tenha recebido um suborno. O senado tornou-se uma organização fechada de canalhas que saqueiam o Tesouro em nome do bem-estar geral, e que têm como séquito uma população composta de barrigas esfaimadas e ladrões ávidos, a que dão o nome de clientes, e pelo quais exibem a mais comovedora solicitude. O destino de Roma, o destino dos contribuintes desesperados, nada é para eles. Que a dívida pública cresça! Que a classe média seja esmagada até morrer sob taxas, extorsões e explorações! Por que os deuses criaram a classe média senão para servir de bois de tiro para as bigas de senadores seguidos das multidões de mendigos vorazes?”

Eu tenho um sonho onde o fundo partidário que retira bilhões de reais da educação, da saúde e da segurança não mais exista, um sonho de que nenhum eleitor Brasileiro conceda seu voto a algum candidato que tenha usado dinheiro público para fazer campanha. E quando isto acontecer, quando nós permitirmos que soe o sino da liberdade, quando nós deixarmos ele soar em toda casa, em todo município e em toda cidade do Brasil, nós poderemos gritar a plenos pulmões: Livre afinal, livre afinal.

Prof. Leonardo Lisboa
Presidente do Instituto Liberal de Sergipe

 

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