Ex-aliada de Danielle, Emília Corrêa debocha da postura da candidata do Cidadania

Candidata à reeleição, a vereadora Emília Corrêa (Patriota) criticou a postura da candidata à prefeitura de Aracaju, Danielle Garcia (Cidadania), nos programas da propaganda eleitoral.

De forma indireta, a parlamentar atacou a estratégia agressiva de Danielle afirmando se tratar de uma cópia do seu modo de agir. “Tenho ouvido nas ruas que tem candidata copiando meu jeito de falar na propaganda eleitoral”, disse.

Segundo Emília, Danielle estaria imitando-a somente para conquistar votos. “Quanto a mim, serei sempre autêntica. Se outros precisam imitar, bom pra mim… rsrs”, escreveu a vereadora numa rede social. “Achei engraçado”, completou.

Emília pretendia disputar a prefeitura de Aracaju com o apoio do grupo do senador Alessandro Vieira, que, na capital, está aliado ao agrupamento político de Edivan Amorim, presidente do diretório regional do PL.

Porém, de forma sorrateira, Alessandro a convenceu a não se lançar candidata se não fosse ela o nome do grupo, cuja escolha se deu por meio de uma pesquisa de intenção de voto contratada junto a um instituto recém-criado por assessores parlamentares da deputada Kitty Lima (Cidadania).

Segundo a pesquisa, cujo resultado até hoje ainda não digerido pela vereadora Emília, Danielle estava melhor posicionada e, com isso, teve seu nome referendado como candidata do agrupamento político que reúne, além do Cidadania, o PSB dos Valadares e os partidos controlados pelos irmãos Amorim (PSDB/PL).

Vale-tudo
Mesmo inconformada, Emília aceitou o resultado e decidiu buscar a reeleição, afirmando estar cumprindo o compromisso firmado junto ao grupo de Alessandro Viera, apesar de o senador ter rifado seu nome em detrimento do de Danielle Garcia, em clara demonstração de autoritarismo.

Numa referência direta a Alessandro e a Danielle, ao anunciar sua candidatura à reeleição Emília se mostrou traída e decepcionada com Cidadania e disse que é “melhor ter independência” do que estar “amarrada e obedecendo até ao script do que tem que falar”.

“Assim a gente mantém a integridade de não fazer certos acordos e não estar presa a certos “figurões” da política, que se acham”, emendou a vereadora ao disparar mais uma crítica a Alessandro e à aliança do Cidadania junto aos irmãos Eduardo e Edvan Amorim e aos Valadares.

Segundo Emília, para esses “figurões” que presidem partidos – como é o caso de Alessandro Vieira (Cidadania), Valadares Filho (PSB), Eduardo Amorim (PSDB) e Edvan Amorim (PL) – faltou-lhe humildade por não aceitar ser a candidata a vice.

“Humildade é fazer a vontade deles? É estar amarrada a grupos políticos?”, questionou Emília ao destacar que não aceita ir para um vale-tudo, como tem feito Alessandro e Danielle Garcia. “Quem era ruim, fica bom, quem era bom, fica ruim, e assim vão subestimando a inteligência de todos”, alfinetou a vereadora.

Sem citar o nome de Alessandro, Emília disse que “muitos presidentes de partidos” precisam aprender mais “sobre ética, compromisso, cumprimento de palavra”. Ela destacou que o Patriota, “ao contrário de outros partidos”, ouve os filiados antes de tomar decisões.

“Se meu projeto fosse pessoal, se fosse vaidade, [eu] ia pra cima de qualquer jeito, sem cumprir palavra”, disse a vereadora, ao ressaltar que não vai disputar o mandato de prefeita em cumprimento ao acordo que fez com Alessandro e Danielle, que a substituíram por velhas figuras da políticas que antes tanto condenavam.

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