Expertise técnica da Prefeitura viabiliza aplicação da vacina da Pfizer em Aracaju

A imunização em Aracaju conta com uma novidade: a vacina da Pfeizer, que chegou à capital no último dia 3. O recebimento do imunizante atesta a competência da Prefeitura de Aracaju no planejamento e logística da vacinação. Isso porque essa vacina exige um acondicionamento e manejo diferenciado, motivo que levou o Ministério da Saúde a distribuí-la apenas para as capitais, por possuírem condições de armazenamento.
 
A secretária da saúde de Aracaju, Waneska Barboza, conta que quando a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) foi informada do recebimento da vacina da Pfizer, de forma imediata foi feita uma articulação com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), para não perder tempo na aplicação.
 
“No mesmo dia que a vacina da Pfizer chegou, combinamos de pegar com a SES no começo da noite, para que no dia seguinte já pudéssemos iniciar a aplicação. O lote foi recebido na segunda-feira (3) e na terça-feira (4) pela manhã já começamos a vacinar”, relata.
 
Aracaju recebeu 4.600 doses da Pfizer. Desse total, 10% precisa ser reservado para cobrir perdas. “Com isso, temos disponíveis cerca de quatro mil doses que estarão efetivamente disponíveis”, informa a secretária.
 
Devido às especificidades de armazenamento e aplicação, as vacinas da Pfizer foram destinadas à imunização dos profissionais de saúde. “Optamos por manter a aplicação da vacina em um ponto único, garantindo as condições adequadas. Além disso, o quantitativo recebido é basicamente o que precisamos para finalizar a imunização dos profissionais de saúde. Então esses dois fatores foram decisivos para tomarmos essa decisão”, esclarece a secretária.
 
Segundo levantamento do Ministério da Saúde, Aracaju possui cerca de 32 mil trabalhadores da saúde. A secretária destaca que para alcançar essa meta é necessário vacinar mais 4.000 profissionais.
 
“Mas no nosso cadastro temos mais de 5.000 pessoas inscritas. Nós vamos bater a nossa meta dos 4.000 e solicitaremos ao Ministério o excedente, para imunizar esses trabalhadores que estão cadastrados na plataforma. Esperamos que a entidade compreenda essa necessidade, como já aconteceu em Santa Catarina, e encaminhe mais doses, para a gente ampliar a vacinação, atingindo mais de 100%”, comenta Waneska.
 
Especificidades 
Cada frasco do imunizante da Pfizer contém seis doses e a vacina deve ser armazenada a uma temperatura de -80º, por um prazo de até seis meses. Essa temperatura pode ser rebaixada para até -20º, o que diminui a validade do imunizante para até 14 dias. Quando a temperatura é reduzida de 2º a 8º, que é a refrigeração das demais vacinas, é necessário utilizá-las em até cinco dias.
 
“Isso demanda uma logística de planejamento muito precisa. Quantas pessoas eu consigo vacinar em cinco dias? Quantas vacinas eu vou retirar da temperatura ideal? Essas são questões que precisam ser consideradas na hora de planejar a aplicação da Pfizer”, detalha a secretária.
 
Outro diferencial é que a vacina vem em pó, o qual é diluído em soro fisiológico. “A diluição precisa ser muito rigorosa, seguindo um protocolo específico. A quantidade do imunizante aplicado também é menor, apenas 0,3ml. Além disso, segundo recomendação do próprio fabricante, a pessoa vacinada deve ficar em observação por 15 minutos, analisando se haverá alguma reação adversa, que é uma chance muito pequena, mas acontece, como em todas as vacinas”, salienta Waneska.
 
Para viabilizar a aplicação da vacina da Pfizer, em Aracaju, a Prefeitura conta com a parceria da SES, que armazena o imunizante a -20º. “Nós fazemos a retirada do quantitativo que será utilizado, garantindo que não haja perdas. Mas a Prefeitura já viabilizou a aquisição de uma câmara ultrafria, que consegue armazenar até -80º, porque haverá a chegada de novos lotes e queremos ter autonomia para receber e acondicionar essas vacinas na nossa Rede de Frios”, antecipa a secretária.
 
A vacina da Pfizer tem uma alta eficácia desde a aplicação da primeira dose, com uma proteção de mais de 70%. Com a aplicação da segunda dose feita em 90 dias, atinge uma eficácia de até 94%. “O fabricante recomenda a aplicação da segunda dose acima de 21 dias, mas as pesquisas mais recentes apontam maior eficácia com uma distância de 90 dias entres as doses. Esse foi o protocolo adotado por Aracaju, que é o mesmo do Reino Unido, onde estudos recentes atestaram que essa janela entre a aplicação otimiza a eficácia do imunizante”, pontua a secretária.
 
Capacitação da equipe 
Assim como ocorreu no início da imunização em Aracaju, a Prefeitura mais uma vez fez o treinamento dos vacinadores, para que estivessem aptos a aplicar o imunizante da Pfizer assim que o lote foi entregue para a SMS.
 
“Devido a todas as especificidades, a vacina da Pfizer exige uma logística diferenciada. Então precisava de uma capacitação para entender tudo isso, a própria Pfizer disponibilizou um link com informações para os vacinadores, mas mesmo assim nós decidimos fazer o treinamento. Tivemos o cuidado de formar um grupo que foi treinado especificamente para utilizar o imunizante da Pfizer”, salienta a secretária.

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