Fábio Henrique: o dinheiro recebido por Socorro não está sendo usado para o Covid

O deputado federal Fábio Henrique (PDT) usou a tribuna da Câmara Federal para denunciar o caos que está a Saúde em Nossa Senhora do Socorro, onde o dinheiro público tem sido usado com outras finalidades que não têm haver com a pandemia do Covid-19. O deputado denunciou que a Prefeitura não realiza testes; o Hospital de Campanha não possui UTI e nem é porta aberta, além dos poucos atendimentos realizados; e que tudo isso tem feito que os socorrenses procurem atendimentos em Aracaju ou particular.

De acordo com o deputado pedetista, o parlamento brasileiro tem aprovado uma série de leis que favorecem os estados e municípios no combate ao Covid-19. “É preciso que prefeitos e governadores tenham recursos para assistir suas populações. Mas chamo atenção para o município de Nossa Senhora do Socorro, que é o segundo maior de Sergipe, com aproximadamente 200 mil habitantes, e que já recebeu somente do Governo Federal em torno de R$ 9,8 milhões. Eu afirmo que este recurso não está sendo aplicado no combate ao Coronavírus e não está chegando na população”, denunciou Fábio Henrique.

“O município que recebeu quase R$ 10 milhões, testou pouco mais de 1,3 mil pessoas. O município não comprou nenhum teste para a população. Os socorrenses que precisam fazer testes, que precisam de atendimentos médicos, de remédios, precisam recorrer à capital Aracaju porque à sua cidade lhes fechou às portas e não lhes dá atendimento”, disse o deputado.

Hospital de Campanha

O deputado Fábio Henrique destacou que o Hospital de Campanha, que custa mensalmente R$ 1,74 milhões, mais de R$ 10 milhões em seis meses, não possui UTI, como estavam divulgando. “Não tem UTI, disseram que era porta aberta e não é. E foram buscar no Rio de Janeiro, por dispensa de licitação, uma empresa para montar e operar esse hospital de campanha. Coincidentemente, uma empresa que já opera uma UPA no município”, afirmou.

“Esse é um hospital que em 49 dias atendeu 131 pessoas, se dividirmos o valor gasto pela quantidade de dias e o número de atendimentos, cada paciente custa mais de R$ 26 mil reais. Já existe apuração no Ministério Público sobre a contratação desta empresa do Rio de Janeiro”,detalhou

Terceirizados

Durante o uso da tribuna, o parlamentar destacou o uso de dinheiro público em outras atividades que não são para o combate ao Covid. “E o que fez o prefeito, neste período? Em plena pandemia, o povo morrendo sem atendimento, o prefeito pagou R$ 8,5 milhões às empresas terceirizadas, que na maioria das vezes servem para abrigar os cabos eleitorais do prefeito da cidade. Finalizo, chamando atenção dos órgãos de controles do Brasil. É preciso que esse dinheiro sirva para atender a população e não para fazer política eleitoral e partidária”, finalizou Fábio Henrique.

Reprodução autorizada mediante citação da fonte: Imprensa 24h

 

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