Festival de Artes não é prioridade para pré-candidata de São Cristóvão

Em entrevista ao Jornal Fan FM, a pré-candidata a prefeita de São Cristóvão, Gedalva Umbaubá, afirmou que o Festival de Artes não será prioridade caso seja eleita.

“O Festival é bom, é importante, mas para ter festival de artes também tem que ter as prioridades”, destacou.

Apesar desta lógica fazer sentido em partes, é necessário que os líderes, sejam eles municipais, estaduais ou nacionais, visem a cultura como prioritária.

O Festival de Artes faz parte da história cultural não só da cidade de São Cristóvão ou do estado sergipano, mas sim, de todo o Brasil e merece, sim, ser priorizada.

O deputado federal, Chico D’Angelo, em matéria publicada pelo O Globo, chama atenção para o combate a este equivoco cometido por gestores em todo o Brasil.

“A resistência ao desmonte da cultura em cenário de crise não se dá por acaso. Mesmo num contexto em que o atual governo trabalha pela extinção de uma série de políticas e pilares que sustentam a cultura brasileira, os atos em defesa desta são vistos com desdém. É muito comum que, em situações adversas, generalize-se a opinião de que políticas públicas para a cultura não devem ser prioritárias. Combater essa generalização equivocada é urgente”, destacou.

Essa responsabilidade de valorização torna-se maior quando se trata de um município histórico, onde é englobado um patrimônio da humanidade, sendo este o principal ator no apoio à valorização da cultura local.

Outro fator relavante, ainda segundo o deputado, é a economia proveniente da cultura.

“Aqueles que criticam qualquer apoio a atividades culturais em tempos de crise parecem ignorar que a economia criativa é importantíssima em conjunturas desfavoráveis”, relatou.

De acordo com estas considerações, é de suma importância que a população valorize líderes que priorizam a Cultura de seu povo, pois esta, é construtiva tanto para história, quanto para a economia local.

Conheça a história do FASC – Festival de Artes de São Cristóvão

Nas ruas de pedras e espaços seculares da Cidade Mãe de Sergipe nascia em 1º de setembro de 1972, o Festival de Artes de São Cristóvão (FASC), em plena Ditadura Militar, como um espaço de vanguarda e liberdade. Embora tenha sido pensado enquanto um evento cívico, a partir da convocação do Governo Federal para que os estados e as universidades realizassem comemorações sobre os 150 anos da Independência do Brasil, o evento logo se tornou o maior núcleo cultural de Sergipe e um dos maiores festivais de artes do nordeste brasileiro.

“No ano 1972 houve um movimento nacional orquestrado pelo governo federal para homenagear e celebrar os 150 da independência do Brasil. O governo de Sergipe e a Universidade Federal de Sergipe (UFS) foram convidados a pensar eventos que comungassem com esse movimento nacional. A universidade pensou em algo que celebrasse todas as linguagens culturais, como teatro, dança literatura, cinema. O FASC foi um hiato, um evento de vanguarda no Brasil da Ditadura Militar, embora tenha sido um evento vigiado, com algumas peças sendo censuradas. Os artistas queriam ousar para além de qualquer autoritarismo e o evento que surgiu como cívico, logo se tornou cultural”, destacou o historiador Thiago Fragata.

Com inspiração no modelo dos festivais de artes de outros locais, a exemplo do Festival de Marechal Deodoro, Alagoas, o reitor da UFS, na época, Luiz Bispo inaugurou o FASC tomando-o como forma de implantar a extensão universitária. A partir daí, a UFS buscou apoio com o Ministério da Educação e Cultura, Governo do Estado, governos municipais e com diversas instituições do cenário cultural e empresarial, que assumiram, conjuntamente, a realização da festa – estreitando assim a relação entre universidade e sociedade.

Divisor de águas

Exímio frequentador do FASC, Jorge do Estandarte contou como surgiu a sua relação com o Festival de Artes de São Cristóvão. “Na primeira edição do FASC eu estava no Rio de Janeiro e quando soube das notícias fiquei muito empolgado. Quando eu cheguei em São Cristóvão, para a segunda edição da festa, fui me envolvendo cada vez mais e nunca mais me afastei. O Festival de Artes era uma festa que movimentava o Brasil, foi um grande barulho na cultura do país. Eu me entreguei ao festival de artes e fico muito feliz que com a gestão do prefeito Marcos Santana o festival tenha florescido. Festival de artes é um doce na boca do sancristovense”.

Para o ex-vereador e imortal da Academia Sancristovense de Letras, Irênio Raimundo Santos, o FASC foi a grande oportunidade de apresentar o que de melhor nas artes e cultura era produzido no estado. “Através do Festival de Artes de São Cristóvão pudemos apreciar o que de melhor existia na cultura do brasileira. Outras universidades se integraram ao evento, que foi uma grande novidade para o estado”, pontuou.

Realizado ininterruptamente, o FASC aconteceu durante 23 anos: de 1972 a 1995, sob tutela da UFS. Em seguida, com algumas interrupções, o festival aconteceu até 2005. Depois de um hiato de 12 anos, por iniciativa da gestão do prefeito Marcos Santana, através da Fundação de Cultura e Turismo João Bebe Água (Fundact) e da Secretaria Municipal de Governo e Relações Comunitárias, o FASC ressurgiu em 2017 mantendo a parceria com a UFS, para celebrar a 34º edição, que aconteceu com sucesso de público e crítica.

 

 

 

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