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Formas farmacêuticas diferenciadas facilitam tratamentos para as crianças

A administração de medicamentos em crianças nem sempre é uma tarefa fácil. Mas o que muita gente não sabe é que a indústria farmacêutica e as farmácias de manipulação estão atentas aos desejos do público infantil em por isso, em constante desenvolvimento de formas farmacêuticas atrativas, visando a maior aceitação dos tratamentos pelas crianças.
As formas farmacêuticas são os formatos pelos quais os medicamentos se apresentam. Eles podem ter formas sólidas, líquidas e semissólidas. “Uma cápsula ou um comprimido, por exemplo, são formas farmacêuticas sólidas, que não são de grande aceitação para o público pediátrico. Porém, quando falamos, de formas farmacêuticas líquidas, percebemos maior adesão, pois são formas farmacêuticas de fácil ingestão e saborizadas”, explica Katerine Rodrigues, graduanda em Farmácia e proprietária da farmácia de manipulação Pharmapele, que fica em Aracaju.
De acordo com Katerine Rodrigues, a indústria buscou formas mais versáteis, que se ajustem à dose prescrita pelo pediatra e seja personalizada conforme a individualidade de cada organismo. “Para crianças, podemos pensar em gomas, sachês, pirulitos e até em chocolate terapêutico. São formas farmacêuticas versáteis, que permitem o ajuste de doses e a personalização de acordo com a necessidade da criança”, detalha. “Uma grande dificuldade que muitos pediatras e pais encontram é a questão da prescrição para crianças com determinadas intolerâncias e até mesmo alergias. Na farmácia de manipulação, conseguimos retirar da formulação os itens que muitas vezes são encontrados em medicamentos da indústria farmacêutica e provocam desconfortos quando utilizados por esse público específico”, completa.
Tratamento
O farmacêutico Bruno Lucena, que atua na Pharmapele em Aracaju, revela que essas novas formas farmacêuticas têm contribuído no sucesso dos tratamentos infantis, mesmo quando prolongados, porque quanto mais a criança se identifica com o formato do medicamento, mais fácil é a adesão. “Para uma criança que precisa fazer suplementação de vitaminas e minerais, o uso diário de cápsula torna-se desconfortável. Porém, o uso pode ser feito de forma mais agradável, como por exemplo, através de um xarope, goma, gotas saborizadas ou até mesmo dissolvendo em suco o conteúdo disponibilizado em sachê. Essa versatilidade traz muito mais conforto para a criança e faz com que ela compreenda as diversas formas de veicular o medicamento”.
A cada fase do desenvolvimento, a criança vai ter um perfil metabólico específico como também uma particularidade na aceitação do tratamento. Com isso, existem quadros clínicos e fases da infância que a criança só poderá fazer uso de um certo medicamento quando o resultado terapêutico for maior do que a probabilidade de um efeito adverso, garantindo assim a segurança do paciente através do uso racional. “Nesse sentido, o diálogo entre o farmacêutico, pediatra e os pais ou responsáveis torna-se indispensável. Juntos eles buscarão a melhor forma de disponibilizar o medicamento. Em alguns casos, por exemplo, se a criança tem alergias ou intolerâncias, rejeição por alguma forma farmacêutica específica ou por algum sabor, o farmacêutico e os pais conseguem entrar em um consenso e disponibilizar a melhor forma farmacêutica para essa criança dentro de um melhor ajuste posológico possível”, explica o farmacêutico.
Eficácia
A eficácia das formas farmacêuticas versáteis têm o mesmo desempenho que as formas tradicionais, tendo em vista a íntegra disponibilidade dos ativos para cumprimento dos seus papéis no organismo. O mais importante na produção do medicamento é que o farmacêutico responsável pela avaliação da fórmula garanta que a dose prescrita pelo pediatra será disponibilizada ao paciente. “O farmacêutico, no momento da avaliação farmacêutica, deve estudar a formulação e disponibilizar em uma forma farmacêutica compatível, de forma que o paciente venha a usufruir os benefícios desse medicamento”, finaliza Bruno Lucena.