Fórum dos Conselhos encerra campanha com doação de cestas básicas para mais cinco instituições

O Fórum dos Conselhos Regionais e Ordens das Profissões regulamentadas de Sergipe realizou, nesta terça-feira, 27 de julho, a segunda entrega de cestas básicas arrecadadas durante a campanha contra a fome “Conselhos de Atitudes Solidários”. A distribuição aconteceu no Lojão Fasouto, localizado na Av. Simeão Sobral, 440, bairro Industrial, zona norte de Aracaju.

 

A campanha solidária “A DOR DA FOME”, lançada no dia 07 de maio, conjuntamente por 15 Conselhos Regionais de classes em Sergipe, teve o objetivo de arrecadar cestas básicas para doação a 11 instituições sociais indicadas pelas autarquias.

 

“A somação de esforços para um objetivo em comum é importante em todos os momentos, mas durante a pandemia a desigualdade ficou ainda mais em evidência, sugerindo iniciativas solidárias em reconhecimento da dor do outro. Famílias em situação de vulnerabilidade social se tornaram ainda mais vulneráveis, expostas a riscos maiores e na incerteza de quando essa situação irá se estabilizar. Precisamos continuar fortalecendo iniciativas de cooperação como foi o exemplo dessa campanha, fruto da união de 15 conselhos de classe”, enfatiza Naldson Melo, Conselheiro Presidente do Conselho Regional de Psicologia de Sergipe-CRP19 e Vice-Presidente do Fórum dos Conselhos.

 

Em maio, na primeira fase, a ação voluntária converteu a arrecadação em uma tonelada de alimentos. Foram agraciadas seis instituições: Fraternidade Monte Alverne, Centro de Acolhimento Mão Estendida – CEAMI, Oratório Festivo Dom Bosco, Casa Maternal Amélia Leite, Instituto Rahmim e Associação União dos Profissionais de Eventos de Sergipe.

 

Dessa vez as instituições contempladas são Asilo Santo Antônio- Estância, AAACASE – Associação de Apoio ao Adulto com Câncer do Estado de Sergipe, Externato São Francisco de Assis e CUFA – Central Única das Favelas de Sergipe, Grupo Espírita Trabalhadores do Bem.

 

“É preciso lançar um olhar para quem passa por dificuldades, enxergar o outro não somente nesse momento de pandemia. Essa campanha é resultado de um trabalho conjunto, sério, transparente e voluntário do Fórum dos Conselho que foi além de suas atribuições”, completou a Conselheira Maria Ilda Santos Araújo, representante do CRP19 na segunda fase da campanha.

“Recebemos a notícia de que seríamos contemplados com muita alegria. Sabemos que as dificuldades são grandes, nós não contamos com ajuda de nenhum órgão governamental. O nosso trabalho é feito por voluntários através de campanhas dentro e fora da instituição. Todos os meses são assistidas, com a doação de uma cesta básica, 200 famílias devidamente cadastradas e verificadas em sua situação de vulnerabilidade social. Esse trabalho é feito desde a fundação do Grupo, há 44 anos”, falou Weldson Sá, presidente do Grupo Espírita Trabalhadores do Bem-GETB, entidade representada no ato da doação pelo diretor Flávio Teixeira.

 

A CUFA – Central Única das Favelas, instituição que atua no país há duas décadas, e em Sergipe há 12 anos, trabalha com eixos esportivos, culturais e cursos profissionalizantes, mas por conta da pandemia suspendeu as atividades e passou a focar a união na ajuda humanitária.

 

“Vivemos hoje um momento muito difícil e quando você encontra gente que se coloca à disposição para ajudar outras pessoas, é muito gratificante. De março de 2020 até os dias atuais cerca de 250 mil cestas já foram entregues em Sergipe. Um pouco de acalento que a gente tentou trazer famílias sergipanas. Só temos a agradecer por essa ajuda”, disse Verônica Paiva, Presidente Estadual da CUFA.

 

A campanha que durou 79 dias contou com parceria do Lojão Fasouto que fixou valor da cesta básica em R$ 44,00, contendo 11 itens (óleo de soja, açúcar, flocão de milho, café, feijão, leite em pó, biscoito cream cracker, sardinha, farinha de mandioca, arroz e macarrão) e a cada 10 cestas doadas, uma foi acrescentada pela empresa.

 

A campanha ‘Conselhos de Atitudes Solidários’ envolve 15 autarquias: Conselho Regional de Psicologia (CRP19),  Conselho Regional de Corretores de Imóveis(CRECI), Conselho Regional de Educação Física  (CREF),  Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV),  Conselho Regional de Contabilidade (CRC),  Conselho Regional de Administração (CRA-SE),  Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO),  Conselho Regional de Serviço Social (CRESS),  Conselho Regional de Enfermagem (COREN),  Conselho Regional de Odontologia  (CRO),  Conselho Regional de Economia (CORECON-SE),   Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (CREA-SE), Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado de Sergipe  (CORE-SE), Conselho Regional de Fonoaudiologia – 4ºregião (COREFONO 4), Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Sergipe (CAU/SE).

“Foram mais de dois meses de trabalhos conjuntos. Todas as entidades de classe se uniram para angariar fundos em prol dos menos favorecidos. Este é um momento de agradecimento por toda a união”, pontuou o Adm. Jorge Cabral, Conselheiro presidente do CRA-SE e coordenador da campanha solidária.

As cicatrizes psíquicas da fome

Somado às vidas perdidas para Covid-19, falta de trabalho e de renda para milhões de famílias revelou, também, o lado cruel dessa pandemia. Para 19 milhões de famílias no Brasil faltou comida, sobrou panela vazia. Esse estado de necessidade afetou não somente fisicamente as pessoas, como também expôs a fragilidade do ser humano diante de situações de alto estresse.

Segundo a psicóloga Conselheira, Maria Ilda Araújo, a alimentação é necessidade básica do ser humano. A fome é a perda da garantia de uma vida digna. E essa condição impacta diretamente na vida das pessoas, causando problemas físicos e psicológicos.

“Além da fraqueza, tontura, fadiga e indisposição, a fome afeta diretamente a saúde mental. Os sintomas psicológicos estão muito relacionados com as fases da pandemia. A primeira, caracterizada por uma mudança radical de estilo de vida, trouxe a reação imediata do medo da contaminação, da morte e da dificuldade em lidar com distanciamento”, explica.

Essa condição revelou um cenário de muitas incertezas, de acordo com a especialista.  A perda do emprego e a ausência de renda impactou muitas famílias, física e emocionalmente.

“Estudos mostram que passar fome, mesmo que de vez em quando, está associado à piora da saúde física e mental. No caso das crianças traz uma maior probabilidade de não concluir os estudos. Além disso, quem passa fome apresenta um risco significativo de desenvolver sintomas depressivos, síndrome do pânico, quadro de ansiedade. Pode, inclusive, desenvolver um transtorno mental mais grave. A fome tem o seu efeito tóxico”, finaliza.

 

Assessoria de Comunicação  | CRP19

 

 

 

 

 

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