Isolado, Rogério apela aos Valadares, que derrubaram Dilma e apoiaram a turma de Moro

O desespero parece ter tomado conta de Rogério Carvalho. Para disputar a sucessão do governador Belivaldo Chagas (PSD) sem o apoio da base aliada, o senador petista se mostra disposto a ignorar as traições políticas da família Valadares em troca de uma composição com o PSB, partido que amarga derrotas em série nas últimas eleições.

Antecipando-se a críticas, petistas lembram do passado de aliança entre as duas siglas para justificar a reaproximação do PT ao partido cujo diretório estadual é presidido por Valadares Filho, rebento do ex-senador Valadares, políticos simão-dienses que trocaram o palanque de Dilma pelo de Aécio em 2014.

Na sequência, julgando pouco o trabalho que fizeram contra a reeleição da presidente petista, os Valadares ajudam a derrubar o governo por ela comandado votando a favor do impeachment, manobra político-jurídica classificada como golpe pelo mesmo Rogério que agora busca o apoio do PSB.

Não bastasse isso, além de participar do dito golpe, os Valadares – pai e filho – ampliam ainda mais o fosso que os separa do PT e garantem sustentação ao governo Temer, acusado pelos petistas não só de tramar a derrubada de Dilma, mas também de retirar direitos dos trabalhadores.

Chegada a eleição municipal de 2016, o senador Valadares rompe definitivamente com o grupo governista e investe na candidatura de Valadares Filho a prefeito de Aracaju, voltando a bater de frente com o PT, que ocupava a vice da chapa de Edvaldo, candidato que impôs ali a primeira de uma série de derrotas que os Valadares vêm colecionando desde então.

Em 2018, o PSB, escala Valadares Filho para disputar o governo do Estado e se utiliza de táticas rasteiras e afrontosas à Justiça Eleitoral na tentativa de derrotar a chapa de reeleição de Belivaldo Chagas (PSD), agredindo tanto o governador quanto a vice Eliane, correligionária de Rogério.

Derrotado outra vez, o PSB decide então engrossar o coro da oposição ao PT e, em 2020, os Valadares se aliam ao projeto político lavajatista do ex-juiz Moro – algoz de Lula -, compondo com o Cidadania de Danielle e do senador Alessandro, para quem o PT não passa de uma organização criminosa.

E agora, sem cerimônias, Rogério fecha os olhos para todo esse histórico do PSB e apela à família Valadares para fugir do isolamento político e da falta de apoio à sua provável candidatura majoritária, mesmo que para isso tenha de decretar a prescrição do golpe contra Dilma e abandonar o discurso de que Lula foi um preso político.

 

 

 

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