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Julho Verde: Campanha chama a atenção para a prevenção ao câncer de cabeça e pescoço

O câncer de cabeça e pescoço é o quinto tipo de câncer com mais incidência no Brasil, provocando cerca de 10 mil mortes por ano. Esses dados da Pfizer tornam-se ainda mais preocupantes tendo em vista que 70% dos casos são descobertos em estágios avançados da doença por conta da falta de informação sobre o tema. Visando conscientizar a população sobre o assunto, a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) aprovou em 2020 a campanha Julho Verde.

A iniciativa está prevista na Lei 8.770, que institui em todo o Estado ações de prevenção e combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. A Lei é fruto de projeto de autoria da deputada estadual Janier Mota e tem como objetivo promover ações durante todo o mês de julho com o intuito de disseminar informações sobre os riscos, danos, formas de prevenção, fatores de risco, causas de desenvolvimento e outras informações relevantes.

Fatores de risco ao câncer de cabeça e pescoço. Imagem: Instituto Vencer o Câncer

“O tratamento, por ser extremamente caro, acaba tornando-se inviável à população de baixa renda. Por isso, fica claro que ações de prevenção a essas patologias são uma das formas mais baratas de se evitar a doença. Ao Estado, é muito menos custoso investir em informatização e conscientização popular dos sintomas, riscos da doença e suas formas de tratamento do que aguardar uma subida ainda maior no percentual de casos que atingem a comunidade brasileira”, justificou a deputada Janier Mota no projeto que deu origem ao Julho Verde.

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De acordo com o oncologista Fernando Coitat Maluf, a área da cabeça e do pescoço é rica em estruturas. Todas elas são suscetíveis a desenvolver um câncer. “Quais são as estruturas? As principais são a cavidade oral, que inclui a região do lábio e da língua; os seios da face; a região da faringe, que é dividida pela rinofaringe, orofaringe e a hipofaringe; a região da laringe, onde tem as cordas vocais, que é a região da glote. Acima disso, tem a supraglote e, abaixo, a subglote. Nessa área também estão a glândula tireoide, as glândulas salivares, os músculos e os nervos. Você pode ter um tumor em qualquer uma dessas áreas”, explica o profissional da saúde em entrevista disponibilizada no site do Instituto Vencer o Câncer.

Ele também alerta que 3 em cada 100 pacientes oncológicos são de casos de pessoas com câncer da cabeça e pescoço, número que tende a ser maior em países subdesenvolvidos devido aos fatores de risco. “Esse câncer é um câncer que acomete geralmente 3% em relação a todos os tumores. Ou seja, de 100 indivíduos que tenham câncer, três deles terão câncer da cabeça e pescoço. Esse número é ainda mais frequente em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento por conta dos fatores de risco que, nesses países, são fatores de risco mais prevalentes, mais comuns. Eles acometem mais homens do que mulheres, em geral com idade acima de 50 ou 60 anos”, ponderou.

De acordo com dados do Instituto Vencer o Câncer, o carcinoma epidemoide é o tipo mais comum de câncer que afeta a cabeça e o pescoço, responsável por mais de 90% dos casos, tendo uma relação direta com o uso de fumo e álcool. Os demais 5% dos casos incluem tipos mais raros, como sarcomas, linfomas e adenocarcinomas. Por esse motivo, iniciativas como o Julho Verde são relevantes para promover o conhecimento junto à população sergipana, principalmente no que se refere à adoção de hábitos mais saudáveis.

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