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Luciano Pimentel traz para Sergipe seminário sobre retomada do turismo pós-pandemia

Através da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), o deputado estadual Luciano Pimentel (Progressistas), trouxe para Sergipe o seminário “Perspectivas para retomada pós-pandemia”. Na condição de presidente da Secretaria de Empreendedorismo e Turismo da Unale, ele reuniu nesta segunda-feira, 25, parlamentares, gestores públicos e representantes do trade turístico para discutir, no plenário da Assembleia Legislativa, os desafios, as oportunidades e as políticas públicas de fomento a um dos segmentos mais afetados pela Covid-19.

Ao realizar abertura do evento, Luciano Pimentel enfatizou que o turismo foi o primeiro setor a paralisar durante a pandemia e o último a retomar suas atividades, registrando perdas nunca antes vistas. De acordo com ele, considerando o impacto da recessão sem precedentes causada pela crise sanitária, é fundamental analisar de que forma está ocorrendo a retomada do turismo no Brasil e quais ações poderão ser implementadas para fortalecer o setor turístico e favorecer a sua plena recuperação.

“Nosso objetivo é chamar atenção da sociedade e dos representantes públicos para esse tema porque compreendemos a importância deste segmento para o crescimento da economia e entendemos que apoiar o turismo é contribuir, diretamente, para geração de emprego e renda para milhões de brasileiros. Tenham certeza de que, por meio da Secretaria de Empreendedorismo e Turismo da Unale, seguirei buscando oferecer a minha contribuição para que Sergipe seja protagonista nestes debates e para que o nosso país ocupe um lugar de destaque nesta indústria”, assegurou Luciano Pimentel.

Para o superintendente do Sebrae/SE, Paulo do Eirado, promover a discussão sobre o turismo é essencial, tendo em vista que este é um segmento de grande relevância para a economia. “Incentivar e discutir o turismo é sempre muito oportuno, especialmente neste momento que nós estamos vivendo, onde precisamos retomar a economia. E nós temos infraestrutura, temos atrativos e hospitalidade, está tudo à disposição. Então, precisamos de uma campanha bem feita, de um trabalho unindo as visões do governo, de empresários e de instituições. É isso que dará uma arrancada imediata”.

Os desafios e oportunidades

Iniciando as palestras do seminário, a analista de competitividade do Sebrae Nacional, Ana Clévia Guerreiro, abordou os desafios e as oportunidades do turismo na nova economia. Citando uma pesquisa realizada pelo Booking.com, ela destacou que 73% dos viajantes desejam ter experiências autênticas que sejam representativas da cultura local e 84% acreditam que aumentar a compreensão cultural e a preservação do patrimônio cultural é crucial.

Com base nestes dados, a analista afirmou que a sustentabilidade, a inclusão das comunidades tradicionais e a valorização da identidade cultural são aspectos que o Brasil deve explorar para impulsionar o turismo. Utilizando o nordeste como exemplo, ela pontuou que há uma demanda do turista nacional e internacional por sol e praia, mas é necessário gerar outros produtos turísticos na região.

“Nós temos uma identidade cultural muito forte e própria, que passa por diversos elementos, seja pelas nossas manifestações culturais, seja pela gastronomia. Nós entendemos que esses outros aspectos da identidade nordestina precisam ser melhor explorados e estruturados enquanto produtos turísticos”, considerou Ana Clévia.

Reflexos e perspectivas

Dando continuidade aos debates, os reflexos e as perspectivas para o setor turístico no cenário nacional nortearam as explanações do ex-ministro do Turismo e diretor-técnico do Sebrae de Alagoas, Vinicius Lages, e da professora doutora da Unit, coordenadora do Instituto Brasil Rural e pesquisadora na área de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, Andreia Roque.

Abrindo o segundo painel do seminário, por videoconferência,  Vinicius Lages defendeu a necessidade de reposicionar a imagem do Brasil, pois não é possível traçar planejamentos a partir de uma dinâmica pré-pandemia. “Nós temos hoje uma folha em branco para construir a agenda do futuro. E uma agenda de competitividade e sustentabilidade deve passar pela valorização da nossa diversidade cultural e de biomas, pelo acesso à  informação e às conexões com a internet, visando a facilitação de viagens. É preciso pensar na construção de uma nova narrativa para um posicionamento digital com experiências planejadas”, considerou Lages.

Na sequência, Andreia Roque realçou que, historicamente, o turismo é uma atividade resiliente e, ao longo dos tempos, tem renascido após grandes guerras e crises mundiais, demonstrando fortes e rápidas recuperações. A pesquisadora focou sua fala na importância de pensar o turismo com propósito, além de reconhecer e enaltecer as potencialidades do Brasil para o desenvolvimento de atividades turísticas voltadas para a natureza e para o regional.

“Aprendemos nesse período que o turismo regional hoje é que vai fazer a diferença com experiência, criatividade, natureza, aventura, gastronomia do campo; aprendemos que o melhor é o que está mais próximo da nossa localidade. Os custos da malha aérea são muito altos e temos que viajar para o nosso lado vizinho. Hoje o grande público de Sergipe é de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Bahia. O turismo mais regional e mais sustentável pode ser a fórmula vencedora dessa pandemia”, salientou Andreia.

Políticas públicas e estratégias de fomento

Encerrando as palestras do seminário, o secretário Nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Ministério do Turismo, Fábio Pinheiro, fez uma abordagem sobre as políticas, as estratégias e o fomento do ambiente de negócios. Após apresentar um balanço das ações do Governo Federal para dar suporte ao setor turístico durante a pandemia, ele destacou que aos poucos o turismo está voltando aos índices pré-pandemia.

“Da Semana Santa para o feriado de Tiradentes, houve um crescimento de 38% do número de passageiros em aeroportos. A taxa de ocupação média do Brasil durante a Semana Santa, por exemplo, foi de 75% dos leitos. Isso mostra a importância do setor e do papel do turismo para nossa economia”, frisou Fábio.

Segundo o secretário, atualmente o Ministério do Turismo possui técnicos percorrendo todo o país para conhecer as experiências e pensar em políticas públicas para o segmento. Esse trabalho possibilitou a elaboração de uma revista com as projeções para a atividade turística no período pós-pandemia. De acordo com a publicação, o turismo de experiência, o turismo gastronômico e as férias com autocuidado são as tendências que irão alavancar o setor.

“Estamos falando sobre um processo de redescoberta do turismo, onde os viajantes procuram destinos alternativos, de natureza ou ecoturismo. São visitantes que estão atentos aos protocolos de biossegurança e procuram os locais com selo de turismo responsável. Turistas que buscam flexibilidade e transparência nas compras, que querem ter o direito de cancelar uma viagem, e que desejam viver experiências únicas e buscam conexões com novas pessoas e vivências. Neste cenário, o que falta para o Brasil é olhar mais o turismo sob o aspecto econômico. É ver que o turismo é um produto a ser explorado e conquistar mais investimento para essa área”, concluiu Fábio.

Assessoria Parlamentar

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