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Maria do Carmo destaca dificuldades de mulheres negras no mercado de trabalho

No Brasil, grupo sofre com baixos salários e enfrenta desafios para conseguir emprego formal e estar em cargos de liderança.

Nesta segunda-feira (25) é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, que enfatiza a luta contra a opressão de gênero e o racismo. A senadora Maria do Carmo Alves (PP-SE) destacou a importância da data, mas ressaltou que essa parcela da população brasileira ainda é vítima de uma série de desigualdades no País, em especial de ordem econômica. “Essa data foi criada em 1992 e homenageia a trajetória de valorosas mulheres negras, que, há décadas, travam batalhas contra as injustiças sociais que atingem os pretos e pardos do nosso Brasil. Esse desequilíbrio fica evidente, principalmente, no mercado de trabalho”, destacou ela.

A parlamentar ressaltou que, no País, a discrepância da renda média desse grupo em relação a outras partes da população é alarmante. Ela citou dados de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), que mostrou que 705 mil homens brancos, número total do 1% mais rico do Brasil, têm renda superior que a de todas as 32,7 milhões de mulheres negras do País. “Essas mulheres compõem aproximadamente 26% da população e ganham, em média, R$ 1.691,45 mensais. Elas possuem apenas 14% da renda nacional. Isso é a desigualdade se mostrando à luz, para que todos nós possamos vê-la”, enfatizou a senadora.

Ela lembrou, ainda, que, segundo noticiado pelo jornal Folha de São Paulo, dados de 2020 a respeito do tipo de emprego que as mulheres negras ocupam no Brasil são preocupantes. “Elas estão em 50% dos postos informais de trabalho, e são 74% dos que estão na informalidade do trabalho doméstico. É importante lembrar que, na pandemia de Covid-19, muitas empregadas domésticas continuaram a trabalhar, e como muitas não são formalizadas, estão muito vulneráveis, sem qualquer direito trabalhista garantido ou proteção social”, explicou Maria do Carmo.

A parlamentar ressaltou ainda que, além das dificuldades de meramente entrar no mercado de trabalho formal, são impostas barreiras a mulheres negras para que ocupem mais cargos de liderança. Ela citou dados de 2015 do Instituto Ethos, que “mostraram que, em 117 das 500 maiores empresas do Brasil, apenas 10% das vagas eram ocupadas por mulheres negras”. A senadora ressaltou que quando levados em conta os cargos de supervisão, o percentual caía para 8,2%, e para 1,6% no nível de gerência. “Na posição de diretoria, o número era de 0,4%; um cenário muito triste”, lamentou a senadora.

Para Maria do Carmo Alves, “É necessário trabalho conjunto na política, entre as esferas federal, estadual e municipal, para amenizar as desigualdades causadas pela escravidão, raiz do racismo no Brasil. É através de políticas públicas eficientes que conseguiremos frear as discrepâncias entre os brasileiros, aos quais são assegurados direitos iguais pela Constituição de 1988”, afirmou Maria do Carmo Alves.

Imprensa 24h

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