MNSL mantém portas abertas a vítimas de violência sexual

De janeiro a março de 2020, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) atendeu  68  novas vítimas de violência sexual , destes, 48 a menor e 20 a maior de idade. A unidade realiza um acompanhamento contínuo a essas pessoas, através de consultas de retorno, serviços psicológicos, consultas médicas e somando esses atendimentos, a maternidade recebeu 244 vítimas nesse período. O relatório gerencial da MNSL aponta que a maior incidência dos casos de abuso sexual ocorreu entre jovens menores de 18 anos, em sua maioria do sexo feminino.

A MNSL é reconhecida por ser porta aberta, referência para as vítimas de violência sexual, tanto na capital quanto no resto do Estado, conta com uma equipe multiprofissional e qualificada, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e demais membros de apoio assistencial, que trabalham porta aberta, durante 24h, de domingo a domingo. A Unidade fica localizada na Avenida Tancredo Neves, 5.700. O telefone de contato para o Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual da MNSL é (79) 3225-8679. Para denuncia é orientado o Disque 100 e se for menor de idade sempre acionar o conselho tutelar daquela região.

“A Maternidade está preparada para atender os casos de violência sexual que acontecem em todo o estado. Para essas pessoas o primeiro caminho é buscar por assistência, o que vão encontrar na maternidade. Aqui não fazemos o exame pericial e sim o acolhimento da vítima independentemente da idade”, afirmou Superintendente da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Lourivânia Prado.

 

Sinais de violência

 Ela observou que as maiores incidências dos casos são entre crianças e menores de 18 anos. “Quando são crianças nós precisamos acionar os órgãos protetores, no caso Conselho Tutelar para fazer o acompanhamento dessas vítimas. O que chama atenção dentro desse cenário que estamos vivenciando é que as famílias precisam cuidar melhor dessas crianças e ficarem atentas aos sinais de alerta, como por exemplo, a criança ficar mais introvertida”, atentou a superintendente.

“No geral as crianças se afastam ou ficam com medo do agressor, infelizmente ainda hoje na maior parte dos casos o agressor está no âmbito familiar e são aqueles em quem as crianças confiam. Então, os pais, principalmente as mães que são as maiores cuidadoras e devem ficar alerta para qualquer sinal de mudança de comportamento diferente do habitual que essa criança tenha tido”, alertou a Lourivânia Prado.

 Atentos

 Ela disse que algumas crianças vão falar que sofreram violência e outras não. “Às vezes os sinais serão percebidos tardiamente e, por isso, a vítima é encaminhada com atraso para o serviço que faz a prevenção a doenças até 72h. Nós também recomendamos fazer a assistência pericial, por ser essa a parte que vai identificar a agressão na parte física”, explicou Lourivânia.

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Ela ressaltou, ainda, que os dois serviços se completam. “Por exemplo, se for um estupro que tenha acontecido de imediato que esteja ainda dentro das 72h é importante que essa pessoa faça o cuidado assistencial. Nesse prazo conseguimos realizar todas as medidas preventivas para evitar as infecções sexualmente transmissíveis, aqui na MNSL, damos a pílula do dia seguinte, o coquetel retroviral do HIV e das hepatites”, ressaltou.

 

 

 

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