Mulheres em situação de vulnerabilidade continuam recebendo cestas de alimentação

Durante esta semana, a Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS) deu continuidade à entrega das 3.920 cestas básicas para municípios e entidades que prestam assistência a mulheres em vulnerabilidade social ou situação de violência. Por demanda da SEIAS, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) enviou os alimentos, como forma de combater a insegurança alimentar dos grupos vulneráveis, agravada durante a pandemia. Cerca de R$ 400 mil foram investidos na aquisição dos itens, através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ao total, 15 coordenadorias municipais e 12 entidades sociais sergipanas receberão os alimentos até a próxima semana, beneficiando cerca de 4 mil famílias.

 

As 3.920 cestas de alimentos foram destinadas às coordenadorias de Políticas Públicas para Mulheres nos municípios de Poço Redondo, Barra dos Coqueiros, Aracaju, São Cristóvão, Itaporanga, Riachão do Dantas, Nossa Senhora do Socorro, Itabaiana, Estância, Japaratuba, Glória, Ribeirópolis, Canindé, Maruim e Propriá; e, também para as ONGs e entidades sociais que realizam assistência às mulheres: Sindicato das Trabalhadoras Doméstica, Movimento de Lésbicas de Sergipe, Ong Ágatha, Casa Amor, Unidas, Movimento de Catadoras de Mangabeiras, Movimento de Mulheres Camponesas, Casa Janaína Dutra, Coletivo de Mulheres do Erukerê, Movimento Internacional pela Paz, Fazenda Esperança e Frente de Mulheres do Hip Hop.

 

A entrega dos alimentos vem sendo realizada pela SEIAS desde a última semana de 2020, como conta a referência técnica de Políticas para as Mulheres da Diretoria de Inclusão e Direitos Humanos da SEIAS, Érika Leite, que segue acompanhando as entregas. “Só na terça-feira (05), conseguimos entregar aproximadamente mil cestas para entidades dos municípios de Aracaju e Estância. Ao longo desta semana, distribuímos ainda para os municípios de Poço Redondo, Canindé de São Francisco, Riachão do Dantas, além de movimentos sociais de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro. Até a próxima semana, devemos finalizar as entregas das cestas aos municípios e entidades”, afirmou Erika, que também é presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM).

 

Mulheres em vulnerabilidade

 

Uma das representantes de municípios que receberam as cestas foi Maria Guadalupe Batista dos Santos Lima, coordenadora de Políticas para a Mulher de Estância. Ela conta que as 300 cestas auxiliarão famílias que necessitavam de alimentos e amparo. “Essas cestas vêm ajudar muitas mulheres estancianas, que são chefes de família. São mulheres assistidas pela Coordenadoria da Mulher, pelo CREAM [Centro de Referência de Atendimento à Mulher], mulheres em situação de vulnerabilidade, atendidas pelo CREAS [Centro de Referência Especializado de Assistência Social] e pelo CRAS [Centro de Referência de Assistência Social]. A gente agradece a parceria do Ministério da Mulher, por ter atendido o Governo de Sergipe, através da Seias, e por ter um olhar voltado para as mulheres, neste momento tão difícil que estamos passando”, disse a gestora municipal.

 

Representantes de movimentos sociais também receberam as cestas para auxiliar seu público assistido, a exemplo da Associação das Travestis Unidas na Luta pela Cidadania. “Recebemos 100 cestas que são essenciais, num momento difícil como este de pandemia, para beneficiar pessoas que estão fora do mercado do trabalho, pessoas que estão precisando muito. Nossa associação atende pessoas que estão em extrema vulnerabilidade social, e muitas delas dependem da rua para viver. Com a pandemia, o cenário piorou bastante. Então, esta é uma ajuda e tanto. Agradeço demais por iniciativas sensíveis como esta, que objetivam ajudar as pessoas que de fato precisam”, destacou a presidenta da Unidas, Jéssica Taylor.

 

Após receberem as cestas da SEIAS, as coordenadorias municipais e entidades realizam a distribuição às pessoas assistidas. A representante da Associação CasAmor, Débora Matos, ressaltou que a entidade entregará às mulheres cadastradas na instituição ao longo da semana e em dias fixos, previamente estipulados. “A doação de 100 cestas básicas para a CasAmor foi de fundamental importância. Com a reabertura do comércio, a quantidade de doações diminuiu bastante, contribuindo para a redução da quantidade de cestas distribuídas mensalmente. Porém, com esse grande número de cestas básicas recebidas, será possível atender às mulheres já cadastradas e novas mulheres da população LGBTQIA+”, concluiu.

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