“Não podemos deixar essa história morrer”, diz maestro sobre a Filarmônica em São Cristóvão

Atual presidente da Associação da Filarmônica de São Cristóvão e maestro da banda, José Marcos de Andrade, entristeceu-se ao falar da delicada realidade que se encontra o ‘grupo’. “A situação é precária. A Filarmônica há 11 anos é uma Associação e, a partir de 2012 para cá, ficou à deriva. Não tem apoio público e a banda que fez história no município se encontra hoje desativada”, declarou.

 

Apesar de tais situações, a Filarmônica executa um trabalho social, onde capacita novos jovens através da escolinha de música, feito de forma voluntária pelos colaboradores. Segundo José Marcos, estes colaboradores são os músicos que ontem eram alunos e que hoje são profissionais.

Além do trabalho voluntário, os músicos contribuíram em um momento delicado, devido a precariedade que se encontra o prédio.

 

“Durante o período de inverno, quando chovia, a parte interna se tornava uma ‘cachoeira’ e foram os músicos que tiraram do seus bolsos para refazer a telhado. Todavia, a maioria dos instrumentos foram perdidos após ficarem dentro da água”, contou o presidente da Associação.

 

Auxílio Financeiro

 

Apesar de fazer parte da história cultural da cidade, a Filarmônica não possui convênio municipal, governamental ou federal. De acordo com José Marcos, o único auxílio recebido até hoje é dado pelos pais dos alunos.

“Contamos apenas com o apoio dos pais dos alunos que contribuem mensalmente com 20 reais para que a gente mantenha as aulas com a escolinha”.

Outra fonte de mantimento da escolinha são os trabalhos municipais que, eventualmente, são contratados a fazer.

“A Filarmônica não tem ajuda nenhuma . Quando ela faz um trabalho para o município, recebe um cachê por aquele trabalho e a partir disso vamos mantendo a escolinha”.

“Não podemos deixar essa história morrer”

 

A Filarmônica fez história em São Cristóvão e na vida de diversos músicos da cidade que, como conta o presidente da Associação, “construiu músicos profissionais, músicos militares, músicos que foram trabalhar fora do Estado, em bandas populares”, dentre outros, e este trabalho não pode acabar. Para tanto, José Marcos deixa um apelo à comunidade São-Cristovense e ao poder público:

“Pedimos que a população se associe a Filarmônica e que o poder público também possa colaborar, já que não foi possível até o momento. A nossa esperança é que a partir de agora eles olhem para a Filarmônica e nos ajude… Não podemos deixar essa história morrer”, finalizou.

 

 

 

Por Luísa Passos – Imprensa 24h

 

 

 

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