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No Dia da Música Pessoa surda relata como é sentir o som

Christian Freitas, que já nasceu surdo, conta como é sua experiência com os sons e a dança no Dia da Música, comemorado em 21 de junho

Já parou para pensar que a música também é apreciada pelas pessoas surdas? Para alguns pode parecer algo impossível, mas a pessoa que não ouve, consegue sentir através da pele a vibração dos instrumentos, fazendo com que o corpo entenda o ritmo. Mesmo que não seja possível escutar plenamente os sons, é possível que o surdo goste de música.

Christian Freitas, estudante de Educação Física da Universidade Tiradentes (Unit), conta como é sua relação com a música e o que ela representa. “Por causa da surdez comecei um tratamento com uma fonoaudióloga e umas das atividades que fazíamos era com música. Lembro que ela adorava e foi aí que eu comecei a ter a curiosidade em relação aos sons ritmados. Era sempre algo alegre e dançante. Foi a partir dessa experiência que comecei a gostar de músicas”, afirma Christian.

O estudante ressalta que ele consegue sentir a música pela vibração que o som provoca. “Eu não escuto desde que nasci, mas tive a oportunidade de fazer o transplante coclear, o que me dá uma facilidade a mais para distinguir sons e notas musicais. Porém, o que eu posso garantir é que eu não gosto de nada calmo, amo músicas com graves bem fortes e que sejam dançantes”, destaca.

Principalmente após a pandemia da Covid-19, surgiu um movimento de inclusão das pessoas surdas em eventos musicais, com tradução simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras). “Eu, infelizmente, ainda não fui a um show com tradução simultânea, mas eu acho muito importante para que a gente consiga participar de uma forma mais ativa. Outra coisa que acho legal são os vídeos com pessoas traduzindo a música em Libras”, ressalta.

Surdo também dança

Christian possui uma conta no Instagram –  @deaf.dance – junto com seu amigo Rafael Leite, que também é surdo. Nesse perfil, eles postam vídeos com coreografias que estão em alta nas redes sociais. “Consigo reproduzir as danças com duas técnicas: a primeira é visual e a segunda é com a vibração. Primeiro coloco para tocar várias vezes a mesma música e a sinto. Depois eu vejo o vídeo da coreografia e vou copiando os passos e tento alinhar com o que sinto da música”, afirma.

“Eu gosto de todas as músicas que sejam dançantes e que tenham batidas que eu consiga sentir. Na minha playlist sempre tem Anitta, Ludmilla, Rihanna e Beyoncé. Interessante ressaltar que, com meu implante, eu consigo até diferenciar elas, entendo os tons das notas musicais e até mesmo algumas palavras”, diz.

Asscom Unit

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