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No Dia Mundial da Criatividade, direitos da população LGBTQIAP+ são discutidos

“Não falar é um projeto, para que a gente continue no silêncio e as violências, privações e falta de reconhecibilidade continuem sendo normais”. A declaração é da mestre em Direitos Humanos pela Universidade Tiradentes (Unit) e especialista em Gênero e Sexualidade na Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Daniela Andrade.

Segundo ela, o principal marco temporal foi a possibilidade de reconhecimento de união estável entre homossexuais, no dia 5 de maio de 2011, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas o histórico de lutas da população LGBTQIAP+ no Brasil remonta às décadas de 1970 e 1980.

“Esse movimento acontece em três ondas e a terceira é justamente quando o Estado começa a financiar as conferências por conta da Aids. No entanto, não era um financiamento por conta das questões sexuais e de gênero, mas pela saúde, pois a Aids já estava acometendo pessoas héteros”, explica a mestre.

Para ela, abordar o assunto de gênero, sexualidades e direito dessa população deve ser constante. “É preciso começar a problematizar as normas que colocam certas pessoas como padrão e quem não se encaixa acaba virando resto, e tratar sobre como é que essas normas de generalidade e heterossexualidade fazem esse processo de produção de sujeitos. É a partir dessa sobra, que são essas pessoas que não são tão pessoas assim para o reconhecimento de direitos, se unem para lutar por reconhecimento e direitos, que é o caso da população LGBTQIAP+”, enfatiza.

“Esse assunto sempre vai a ordem do dia enquanto a gente viver em uma estrutura que é formada por essas normas excludentes. A primeira etapa é sensibilizar o entendimento desse tema, pois muitos se afastam por um pânico moral de que se falar disso está questionando a sua sexualidade. Então, quanto mais a gente fala, mais se desnaturaliza e questiona o que é considerado normal e porquê”, conclui Daniela.

World Creativity Day

O sobre Gêneros, sexualidades e os direitos da população LGBTQIAP+ no Brasil foi tema de uma palestra proferida pela mestre, no último dia 20, no World Creativity Day (WCD) – Dia Mundial da Criatividade.

O WCD é o maior festival colaborativo de criatividade do mundo e acontece de 20 a 22 de abril, em diversas cidades ao mesmo tempo. Aracaju faz parte dessas cidades. As atividades acontecem em quatro eixos: emoções, diversidade, aprendizagem e sustentabilidade.

Asscom Unit

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