Nova operação da Polícia Federal escancara corrupção de partido do grupo de Danielle Garcia

O PSDB, que indicará o candidato a vice na chapa do Cidadania em Aracaju, a ser encabeçada por Danielle Garcia, acaba de protagonizar mais um escândalo nacional que apura a prática de caixa dois para financiar campanhas eleitorais tucanas. Batizada de Paralelo 23, uma operação da Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (21) quatro envolvidos em esquema comandado pelo senador José Serra.

Presidido em Sergipe pelo ex-senador Eduardo Amorim, o PSDB foi procurado, recentemente, pela cúpula do Cidadania na capital sergipana e aceitou negociar a formação da coligação da pré-candidata Danielle Garcia, com a garantia da indicação do empresário Valter Soares para a vaga de vice da chapa.

Esse acordo foi costurado com o aval de Edvan Amorim, cujo partido que preside a nível estadual, o PL, já integra o grupo do senador Alessandro Vieira e também dará apoio político à pré-candidatura do Cidadania. Como resultado dessa aliança, Danielle Garcia alia à estrutura de seu partido o tempo de TV e os recursos milionários do fundo partidário do PSDB/PL.

Embora o mote de sua pré-candidatura seja combate à corrupção, Danielle fez avançar as negociações com os partidos comandados no estado pelos irmãos Amorim à medida que se noticiava o envolvimento das lideranças do PSDB em escândalos de corrupção.

No início deste mês, apenas três dias depois de a operação Lava Jato denunciar Serra por lavagem de dinheiro transnacional, o senador Alessandro Vieira disse não enxergar problema numa aliança com o PSDB.

“A situação está no seguinte pé: tivemos conversa preliminar com o ex-senador Eduardo Amorim, que preside o PSDB em Sergipe, e com Acácio Cardoso, que é presidente da Executiva de Aracaju. Assim como nós conversamos já praticamente com todo mundo em Sergipe. Estamos nos encaminhando bem para fechar com o PSDB e já fechamos com o PL”, disse o presidente estadual do Cidadania ao assumir a aliança com a sigla dos tucanos.

Alguns dias depois, outro líder da cúpula do PSDB, Geraldo Alckmin, que em 2018 esteve no palanque de Eduardo Amorim, foi indiciado pela Polícia Federal também por corrupção, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

Embora negue haver interferência das executivas nacionais do PSDB e do PL – esta comandada pelo mensaleiro Valdemar Costa Neto – nos diretórios estaduais desses dois partidos, os quais já integram a pré-candidatura de Danielle Garcia, o Cidadania sabe que não há como dissociar a estrutura partidária das figuras que as lideram.

O grupo do senador Alessandro, ao aceitar o apoio do PL, agrega ainda o deputado federal Valdevan Noventa, que, embora ainda não esteja devidamente filiado ao Partido Liberal, já segue as orientações da bancada de Valdemar na Câmara Federal e aguarda apenas liberação da Justiça Eleitoral para formalizar sua filiação ao partido comandado regionalmente por Edvan Amorim.

Reprodução autorizada mediante citação da fonte: Imprensa 24h

 

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