O jovem no Brasil nunca é levado a sério

 

Há muito tempo ouvimos o jargão que diz “O Jovem é o futuro do Brasil”, mas pouco é pensado em o que é ser jovem em uma sociedade ainda muito saudosista e que projeta um futuro para seus jovens sem entender os seus anseios e as suas reais necessidades.

O que antes era apenas um adjetivo, passou a ser uma condição social, o público de 15 à 29 anos que corresponde a faixa etária compreendida pela juventude por direito, no meio desse período muitos se tornam pais e mães, chefes de família, é a fase dos descobrimentos e do rompimento da adolescência e entrada para a vida adulta, isso é simples de enxergar e chega a ser redundante de tanto que é dito, por outro lado existem dados que indicam também que é na juventude onde estão o maior número de desempregados, de encarcerados, maior número de mortes violentas e a dificuldade relacionadas as políticas públicas que ainda são consideradas novas para esse público e quando se trata de jovens mulheres, jovens lgbt ou negros e negras o cenário torna- se ainda mais complicado.
Que tipo de jovem do futuro é esse? Quais as consequências dessa condição de ser jovem nos dias de hoje? O que na verdade o jovem precisa? Quem são esses jovens?
São perguntas que devem ser feitas aos próprios, são questionamentos que precisam ser feitos em loco, hoje, o acesso às redes sociais transmite uma sensação de empoderamento e de livre expressão que por sua vez em muitos casos torna- se uma armadilha por também representar uma grande disseminadora de contradições sociais como a xenofobia, o racismo, a intolerância religiosa e demais males que envelhecem cada vez mais o modo de pensar daqueles que são inovadores em sua essência e nos prendem a um passado que deveríamos romper.

Esse texto é na verdade mais uma provocação que faço a esse público junto a um chamado à discursão, ao surgimento de novas ideias, por mais espaços, por mais voz, por mais vez e por fim mostrar que jovens também construíram o passado, constroem o presente e assim viver o futuro e não, sobreviver a esse.

Eduardo Oliveira,  Colunista do Imprensa 24h, 25 anos, estudante de Ciências Econômicas na UFS, ex militante do movimento estudantil, foi Diretor de Políticas Públicas para a Juventude da UBES.

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