Obesidade está associada a mais de 160 outras doenças

Maus hábitos alimentares, sedentarismo. Os motivos que causam a obesidade são bem conhecidos pela população. No entanto, a gravidade da doença ainda é ignorada por muitos. Segundo o médico cirurgião cooperado da Unimed Sergipe, Marcelo Protásio, a obesidade causa diversas outras doenças e complicações para o corpo.

“A obesidade está associada a mais de 160 outras doenças, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, gordura no fígado, ansiedade, depressão, ronco noturno. Existem mais de 13 cânceres associados à obesidade, como câncer de cólon, de útero, da mama, do pâncreas, do fígado, estômago, esôfago, entre outros. E conseguimos ver a associação da obesidade a outras doenças infecciosas como a covid-19, em que percebemos como um fator de risco para casos graves da doença”, explica Marcelo.

No dia 11 de outubro, é comemorado o Dia Nacional de Combate à Obesidade. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitica (IBGE) em parceria com o Ministério da saúde, um em cada quatro brasileiros é obeso. Além disso, o número de brasileiros com sobrepeso está na casa dos 96 milhões. A pesquisa também apontou que a  maioria das pessoas obesas são mulheres na faixa dos 40 aos 50 anos de idade.

“A classificação da obesidade não é pelo peso e sim pelo IMC, índice de massa corpórea. Quando o peso, dividido pela altura ao quadrado dá acima de 25, o paciente já está com sobrepeso. Quando está acima de 30, ele já tem obesidade. Já a obesidade  considerada como mórbida está associada a outras doenças e quando o IMC está acima de 35 quilos por metro quadrado, chamada  obesidade grau dois”, esclarece o cirurgião.

Cirurgia bariátrica

As indicações de cirurgia bariátrica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Agência Nacional de Saúde (ANS) são para  aqueles pacientes com IMC acima de 40 quilos por metro quadrado, independente da presença de outras doenças; ou com IMC acima de 35,  associado a outras  doenças. A indicação também se aplica para pacientes com IMC acima de 30 e que apresentam alguma doença metabólica grave, como a diabetes, e que mesmo com uso de medicação, não consegue controlar. Em todos os casos, é preciso que o paciente esteja há pelo menos dois anos tentando emagrecer sem sucesso.

“A cirurgia bariátrica é o tratamento efetivo, seguro e duradouro para a obesidade realizado de forma  minimamente invasiva. O procedimento é feito por videolaparoscopia ou por cirurgia robótica, com incisões de cinco a 10 milímetros, dura em média uma hora a uma hora e meia, com tempo de internação de aproximadamente um dia, com risco de complicação muito baixo, comparado a cirurgias de vesícula e de refluxo. São cirurgias muito seguras, o que precisa ficar claro é que a cirurgia bariátrica é segura, o que é muito perigoso é  a obesidade. A bariátrica é considerada o tratamento padrão ouro em termo de eficácia, duração e segurança para o tratamento da obesidade mórbida”, frisa Marcelo.

Novos hábitos alimentares e prática de atividades físicas são indicados em todas as esferas do tratamento da obesidade, inclusive para pacientes que farão cirurgia, para aqueles que farão tratamento endoscópico ou por medicação.

“Qualquer paciente que vá tratar a obesidade precisa ter uma reeducação alimentar e fazer atividade física diária. Além disso, existe o tratamento medicamentoso. Existem três medicações principais liberadas hoje no Brasil para o tratamento da obesidade, Sibutramina, o orlistat  e os análogos de GLP1, que são os semaglutidas e liraglutida. Além do tratamento medicamentoso, nós temos também o tratamento endoscópico com o balão intragástrico e a gastroplastia endoscópica, recomendado para aqueles pacientes que têm sobrepeso ou, no máximo, obesidade grau um”, completa Marcelo Protásio.

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