Os Valadares, as urnas da capital e o programa de fidelidade

Para demonstrar que não está morto, politicamente falando, o ex-deputado federal e presidente regional do PSB em Sergipe Valadares Filho, ao menos uma vez por mês, sai em busca da caneta ou do microfone de algum repórter e repete as frases ensaiadas de sempre, já um tanto desgastadas pelo tempo de uso. O motivo, deixa claro, se colocar no campo da disputa sucessória na capital nas eleições 2020.

Depois de ser rejeitado pelos eleitores aracajuanos três vezes consecutivas em disputas para cargos majoritários – em 2012 e 2016, para prefeito, e em 2018 para governador -, Valadares Filho parece não ter entendido o quão apática é sua imagem quando mostrada nas urnas da capital e diz não abrir mão de pleitear, uma vez mais, a chefia do executivo municipal de Aracaju.

“Eu não penso numa possibilidade de não vir a ser candidato a prefeito de Aracaju ano que vem”, afirma, convicto, Vavazinho, embora sem argumentos que amparem sua pretensão. Também desnorteado com as recentes e acachapantes derrotas do clã, seu pai, o ex-senador Valadares, ressalta que a futura candidatura do presidente regional do PSB “é uma posição natural em face das últimas eleições”.

Estão a justificar, os Antônios Carlos Valadares, que, para lançar mais uma candidatura ao cargo de prefeito da capital, ao invés de apresentar propostas concretas que possam convencer a população, basta contar as derrotas, como se pudessem vencer uma eleição com a soma de pontos das disputas anteriores, tipo os programas de fidelidade do comércio varejista.

“A minha responsabilidade para com Aracaju é muito grande: eu obtive 48% dos votos aracajuanos em duas eleições seguidas. Consequentemente, não vou jamais lavar as mãos no processo sucessório de 2020”, disse Valadares Filho em entrevista recente concedida ao jornalista Jozailto Lima, como a apresentar aos eleitores da capital o acúmulo de pontos de um suposto cartão fidelidade eleitoral.

É como se o ex-deputado Valadares Filho, cuja família se agarra ao poder há mais de meio século, estivesse a dizer: ‘vote em mim, ao perder três vezes na capital, acumulei pontos para ganhar o prêmio máximo’. Deveria, apenas, acrescentar uma simples promessa: ‘prometo não mentir, como fiz em 2018, quando insisti que André Moura seria secretário de Estado na gestão do governador Belivaldo se este me vencesse a disputa’.

Por Benedito dos Santos.

 

 

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