Ou ficar a Pátria livre, ou morrer pelo Brasil

Este que vos escreve possui poucas lembranças da vida escolar infantil, todavia, uma em específico continua indelével em minha memória e retorna esporadicamente, quando se aproxima a data da independência do Brasil. Estudei no Educandário Nunes Silva, uma escola localizada na cidade de Nossa Senhora do Socorro, foi no Educandário onde me alfabetizei e vem de lá a memória que irei utilizar como fio condutor da coluna de hoje.
Recordo-me claramente de que todos os dias pela manhã, antes de adentrarmos à sala de aula, a diretora e as professoras, popularmente conhecidas como ‘’tias’’, organizavam duas grandes filas, uma de meninos e outra de meninas, com um objetivo que era trivial, mas sublime: deveríamos todos rezar o Pai Nosso, a Ave-Maria e o Santo Anjo do Senhor. Algo simples nos tempos de outrora, mas que na sociedade de hoje seria um problema homérico, pois duas filas não seriam suficientes para dar conta dos inúmeros ‘’gêneros criados’’, enquanto que os ateus, agnósticos e descrentes se recusariam a participar ainda chamariam a isso de imposição de crença, pois, os mesmos enxergam-se como sendo seres dotados de uma inteligência descomunal, passam a adolescência revoltando-se contra Deus, mas anseiam entrar na Universidade, instituição que – adivinhem – foi criada pela Santa Igreja Católica.

De volta ao Educandário, toda sexta-feira era dia de cantar o Hino Nacional, uma tradição que sempre despertou em mim um certo fascínio, pois, lembro-me que meu pai fazia questão de levantar-se durante a execução do Hino Nacional em jogos da seleção Brasileira, levava a mão direita ao peito e entoava a canção escrita por Joaquim Osório Duque Estrada. Não foram poucas as vezes que meu irmão e eu seguimos nosso pai nesse gesto durante a copa do mundo de 1998. Meu pai estudou apenas até a quinta série, mas, como ex-militar, aprendeu no exército a valorizar os símbolos da nossa nação. O tempo passou e na adolescência, já na escola pública, percebi que Sr. Sebastião Lisboa estava com a razão, o Hino era realmente importante, pois, todos os livros da escola traziam no fundo a música criada por Francisco Manuel da Silva. A tradição de reunir os alunos semanalmente para o hasteamento da bandeira foi se esvaindo e caindo cada vez mais no esquecimento coletivo.

Tal ato hoje parece distante e cada vez mais longíquo da nossa realidade educacional, pois são poucas as escolas que preservam tal tradição, seja a oração matinal e/ou do cantar o Hino da nossa querida Pátria. Algumas escolas, para não passarem em branco, inventam uma tal de semana da Pátria, um evento escolar que tem como objetivo incutir nas crianças o espírito de amor à Nação. Em algumas instituições educacionais, apenas as crianças são convidadas a participar, pois os adolescentes estão ocupados com a resolução de questões do ENEM, da feitura de redações e de como fugir da recuperação final. Ou, como diria o popular ditado: ‘’É apenas para Inglês ver’’. É um faz de conta, estamos brincando de ser patriotas e o resultado disso é nefasto e desolador, você, humilde leitor dessa coluna, acha que estou exagerando? Pesquise no youtube por: Hino Nacional versão funk em apresentação escolar e veja com seus próprios olhos.

Uma nação onde os indivíduos não são ensinados a respeitar, valorizar e honrar os símbolos do seu país não irá compreender a suma importância de lutar por um país melhor. Não esqueçamos ainda, que os movimentos sociais de esquerda nessa celebração da independência do Brasil que estão revoltosos com o atual governo, conclamaram a população a comparecerem às ruas na data da independência do Brasil vestidos de preto, felizmente, esse pedido foi atendido apenas por aqueles que já não respeitavam nosso hino, tão pouco nossa bandeira, são sujeitos que não possuem o mínimo de arrumação neuropsíquica, estes mesmos não conseguem compreender que o governo Bolsonaro por melhor ou pior que seja, é passageiro. O Brasil não, lutar contra seu país é ignóbil, tacanho e vil.

O desfile cívico em Brasilia foi de deixar os filhos da Pátria contentes, tal como uma mãe gentil, pude vislumbrar o raiar de uma nova consciência na sociedade Brasileira e que a liberdade de amar seu país era visível além do horizonte. Não mais estamos presos aos grilhões que nos forjavam em um país diminuto e apequenado diante do mundo. Foram nossas mãos, nossos votos, que nos livraram do ardil futuro que nos aguardava. Aqueles que vestiram e ainda vestem o manto da nossa bandeira são zombados e faceiam ímpias falanges que apresentavam face hostil aos símbolos da nossa amada Pátria. Tal como um soldado, foram nossos peitos e nossos braços que erigiram uma muralha contra os inimigos da Pátria que ansiavam por uma bandeira vermelha fincada no solo de nosso país.

Parabéns, ó Brasileiro que, com um garbo varonil, alçou nossa nação entre o universo das nações a um lugar resplandecente. Brava gente Brasileira! Apartemo-nos do temor servil e brademos aos quatro cantos do mundo que: ou fiquemos à pátria livre ou morreremos pelo Brasil.

Prof. Leonardo Lisboa
Presidente do Instituto Liberal de Sergipe

 

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