Prefeitura de Aracaju assegura atendimento médico e psicológico a pessoas em situação de rua

As pessoas em situação de rua, ao contrário de boa parte da população, não têm a possibilidade de se manter em casa durante a pandemia do coronavírus (covid-19), tão pouco têm condições de dar a devida atenção à saúde. No entanto, na capital sergipana, a Prefeitura de Aracaju, além de garantir o abrigo, por meio da Secretaria Municipal da Assistência Social, também disponibiliza atendimento médico através do Consultório na Rua e do Programa Redução de Danos, coordenados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Atualmente, cerca de 100 pessoas em situação de rua estão sendo acolhidas em quatro abrigos disponibilizados pela Prefeitura, com alguns parceiros: a Emef General Freitas Brandão, o Cras Tereza Meire, o Estádio Sabino Ribeiro e o Centro Espírita Laura Amazona. Nestes locais, o Consultório na Rua e o Programa Redução de Danos passaram a realizar atendimentos constantes, seguindo um cronograma semanal, que engloba, ainda, a Casa de Passagem e a Casa Acolher.
“Nosso trabalho é realizado nas ruas, na abordagem às pessoas em situação de rua. No entanto, como uma parte dessa população passou a ser acolhida nesses abrigos, nossas ações precisavam chegar até ela, e assim fizemos. Reestruturamos a equipe do Consultório no Rio, inclusive a ampliamos, e trabalhamos em conjunto com o Programa de Redução de Danos. Essas pessoas não têm acesso ao sistema, muitas vezes por falta de documentação, mas elas não podem ficar sem atendimento, portanto, a nossa tarefa é garantir o acesso, prestar assistência a essas pessoas que têm tão pouca condição ou nenhuma”, explica a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial (Reaps), que está à frente da ação realizada nos abragos, Chenya Coutinho.
Uma equipe formada por um médico, uma enfermeira, duas técnicas, uma psicóloga, uma assistente social e nove redutores realizam o atendimento de cada um dos abrigados, seguindo o cronograma semanal de visitas. Nas consultas, entre outras verificações, a atenção é voltada para averiguar se os abrigados possuem algum sintoma de síndrome gripal, o que funciona como um monitoramento dos possíveis casos da covid-19.
“Articulamos com o pessoal das Unidades Básicas de Saúde para atender os casos sintomáticos. Há todo um trabalho de articulação da rede também. Tudo é checado e fazemos um controle das informações e seguimos monitorando. Até o momento, nenhum dos abrigados apresentou sintomas de síndrome gripal, mas o trabalho continua”, frisa Chenya.
Médico que atua no Consultório na Rua, Luís Felipe Sales ressalta a importância do trabalho realizado pelas equipes. “Nesse momento que tem muita gente saindo das ruas para esses abrigos, uma população que naturalmente já tem muitas necessidades. Agora, temos uma preocupação a mais que é com relação à covid-19 e essas pessoas não podem deixar de ter assistência. É uma população que está à nossa volta e muita gente finge que não vê, mas existe e precisa de todo o auxílio. Nosso papel é trazer dignidade e levar a saúde, que é um direito universal, a essas pessoas. É um trabalho primordial”, destaca Luís Felipe.
Abrigado na Emef Freitas Brandão há 20 dias, Jairton Corrêa Souza, de 54 anos, foi um dos assistidos e elogiou a iniciativa. “Gostei muito da atenção que recebemos. Eles são muito cuidadosos e acho importante porque estamos no abrigo e podemos cuidar mais da nossa saúde. É bom ter quem nos olhe e cuide”, afirmou.
Há oito dias, Valdiney Silva, de 30 anos, chegou para ser acolhido na escola e também recebeu atendimento. “Eu estava com uma dor no ouvido e eles cuidaram bem de mim. Se eu estivesse na rua, sei que uma hora eles iriam aparecer, mas aqui, podemos ter os médicos e ainda estamos mais protegidos desse vírus que está circulando. Toda essa atenção faz bem pra gente”, considerou.
Trabalho nas ruas
Mesmo com o atendimento nos abrigos, o trabalho nas ruas não para, afinal, essa é a ideia do Consultório na Rua, em parceria com o Programa Redução de Danos, que, há cerca de cinco anos, atua por toda a capital sergipana.
A equipe realiza um revezamento entre o atendimento em campo e o realizado nos abrigos. Somente na primeira semana de abril, 25 grupos foram abordados nas ruas e 134 pessoas receberam atendimento. Apesar de não ter sido registrado nenhum caso de síndrome gripal, três pessoas que estão sendo acompanhadas após terem sido diagnosticadas com tuberculose.

Reprodução autorizada mediante citação da fonte: Imprensa 24h

 

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