Prefeitura de Aracaju atinge 93% de abastecimento de medicamentos na Saúde da capital

Nos últimos três anos, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), vem realizando um intenso processo de reestruturação em diversas áreas, sempre fundamentada no planejamento estratégico e na tomada de decisões que auxiliem os fluxos de trabalho e que melhor atendam os usuários.

Um dos bons resultados, fruto dessa reformulação, é o crescimento nos índices de abastecimento de medicamentos na rede, que foi possível graças a uma readequação nos processos de aquisição, planejamento eficiente, resgate da credibilidade do município junto aos fornecedores, além de melhor controle e distribuição por meio do monitoramento e suporte do sistema de Prontuário Eletrônico (PE).

Em 2017, o abastecimento de materiais e medicamentos teve uma média de 50%, decorrente do número elevado de contratos desertos (sem fornecedores interessados na compra) e demanda crescente da população. Já em 2018, uma leve alta mudou o cenário de suprimento entre 50% e 60% e uma situação mais regular dos contratos.

Com o trabalho de regularização perante fornecedores e uma melhor dispensação dos insumos nas unidades por meio do histórico de consumo registrado no Prontuário Eletrônico, foi possível alcançar em 2019 uma média de 93% de abastecimento em toda rede de saúde.

“O Prontuário Eletrônico ajudou no ajudou a ter um controle maior do abastecimento. Em 2019 conseguimos ter um reflexo muito bom disso, tanto pelo PE quanto pelas entregas. O nosso planejamento foi mais efetivo, com eficácia em quase todas as licitações e tivemos poucos medicamentos em deserção. Todos os medicamentos que estão em falta são por indisponibilidade no mercado, problemas com matéria-prima, não é uma situação específica de Aracaju”, explicou a coordenadora do Almoxarifado e Patrimônio da SMS, Eila Ferreira.

O resgate da credibilidade junto aos fornecedores foi prioridade da gestão. “Desde o início da gestão do prefeito Edvaldo nós não temos nenhum problema com fornecedor. No começo muitos itens eram desertos, mas em 2018 os fornecedores começaram a nos procurar para saber sobre os registros de preço”, explicou a coordenadora.

Comprando melhor

Mesmo alcançando quase que a totalidade no abastecimento da rede de saúde, a SMS não ultrapassou o orçamento previsto para o ano. De acordo com a coordenadora do Almoxarifado e Patrimônio, fazendo um comparativo entre os exercícios dos últimos dois anos, em 2018, foi disponibilizado em medicamentos para as Unidades Básicas de Saúde (UBS), o montante de R$12.725.834,30. “Com esse valor abastecemos em torno de 57% e 60% (no exercício de 2018). Nesse período ainda tivemos que captar fornecedores, mas já foi um ganho muito grande”, considerou Eila Ferreira.

Ainda segundo Eila, ao longo dos últimos anos, a ampliação na captação de fornecedores, melhorou o processo de aquisição. O valor empregado no exercício de 2019 para a compra de medicamentos foi de R$ 13.925.552,89, com a média de abastecimento finalizada em 93% neste ano. “Estamos comprando melhor e o Prontuário Eletrônico nos ajuda muito no processo de compra. Para 2020 nós já disparamos todos os processos de aquisição, e em sua grande maioria já estão aptos para pedirmos. Apesar do estoque bem abastecido, a gente está com todo planejamento organizado e pronto para ser atendido”, avaliou a coordenadora.

UBS abastecidas

Esse cenário mais positivo se reflete na rotina das Unidades Básicas de Saúde que são abastecidas quinzenalmente, conforme a demanda da farmácia. De acordo com a referência técnica da Rede de Assistência Farmacêutica (REAF), Cristiane Trindade, com a implantação do sistema IDS Saúde e o Prontuário Eletrônico foi possível ter um melhor controle.

“Foi implantado o sistema IDS Saúde em todas as unidades, e a partir dele a gente tem um controle bem eficaz. Nós sabemos quais usuários pegaram medicamento, a quantidade, em qual unidade e qual funcionário fez a entrega do medicamento. A SMS tem um controle bem eficaz desde que foi implantado o Prontuário Eletrônico”, destacou Cristiane.

Todas as 45 UBS, incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ofertam serviço de farmácia. Do total de UBS, cinco são unidades de referência para medicamentos controlados e atendem cinco regiões de Aracaju. As unidades de referência são Dona Sinhazinha, Max de Carvalho, Francisco Fonseca, Geraldo Majela e Anália Pina.

Menos reclamações

A regularização do abastecimento dos medicamentos na rede resultou significativamente na queda do número de reclamações registradas na Ouvidoria da SMS. Entre janeiro e dezembro de 2018 foram 277 queixas referentes à falta de medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde de Aracaju, contabilizando 5,56% das ouvidorias no período.

Já entre os meses de janeiro e dezembro de 2019 foram registradas 133 ouvidorias – 144 reclamações a menos, se comparado com o mesmo período do ano anterior, o que resulta numa redução de 52% no número de ouvidorias.

 

 

 

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