# Outubro registra Ipca-15 de 0,32% após forte desaceleração ante o mês anterior

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- Published: 2026-10-23T12:25:51-03:00
- Author: Redação Imprensa 24h

A prévia da inflação oficial de outubro registrou alta de 0,32%, o que representa
menos da metade do índice apurado no mês anterior, que havia ficado em 0,7%. Conforme
apurado pelo portal Imprensa 24h a partir de dados divulgados pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 23, o resultado traz novos 
elementos para a economia nacional.

Para acompanhar todas as repercussões e análises sobre o cenário econômico, consulte
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aqui no portal Imprensa 24h. O índice oficial serve de termômetro para o mercado
e afeta diretamente o custo de vida nas principais capitais do país.

## Resumo da Notícia

 * A prévia da inflação oficial (IPCA-15) registrou 0,32% em outubro, desacelerando
   em relação aos 0,7% de setembro.
 * O acumulado em 12 meses atingiu 4,62%, ficando acima da meta central tolerada
   pelo governo de até 4,5%.
 * O grupo de alimentação e bebidas apresentou alta expressiva de 0,88%, impulsionado
   por itens como tomate e cebola.
 * A habitação foi o único grupo a registrar retração (-0,10%), influenciada pela
   queda no custo da energia elétrica residencial.

## Desempenho dos grupos de produtos e serviços

O comportamento dos indicadores monitorados pelo IBGE mostrou forte disparidade 
entre os setores pesquisados. No grupo alimentação e bebidas, que registrou variação
de 0,88%, a alimentação no domicílio subiu 1,01%, superando o avanço de 0,38% visto
em setembro. As pressões mais intensas vieram de hortifrúti e grãos essenciais para
as famílias.

Entre as principais altas do período destacam-se o tomate, com salto de 24,54%, 
a cebola, que subiu 13,63%, a batata-inglesa, com 10,96%, e o arroz, que registrou
alta de 5,80%. Em contrapartida, os recuos mais expressivos ocorreram na cenoura(-
10,67%), nas frutas (-1,37%) e no café moído (-1,16%).

## Transportes e habitação trazem cenários distintos

No setor de transportes, o índice avançou pressionado pelos combustíveis, que subiram
1,2% no mês. O óleo diesel registrou alta de 3,70%, o etanol avançou 2,73% e a gasolina
subiu 0,92%, enquanto o gás veicular teve leve retração de 0,18%. Por outro lado,
as passagens aéreas ajudaram a segurar o indicador, com queda média de 9,24%.

O único grupo a apresentar retração global foi a habitação, com -0,10%. O resultado
foi puxado pela energia elétrica residencial, que variou -0,89% após a mudança da
bandeira tarifária de amarela para verde, sem cobrança adicional, conforme detalhado
pela [Agência Brasil](https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/apos-cinco-meses-conta-de-luz-voltara-bandeira-verde-em-outubro).

## Avaliação de especialistas e perspectivas futuras

Para o economista Roberto Luis Troster, coordenador do Centro de Estudos do Financiamento
das Empresas Brasileiras da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a desaceleração
mensal é positiva, mas ainda não indica uma tendência sólida de baixa na inflação.
Segundo ele, o principal foco de pressão continuou concentrado nos alimentos.

O IPCA-15 utiliza metodologia semelhante ao IPCA cheio, diferenciando-se pelo período
de coleta de preços e pela abrangência geográfica. A divulgação do índice completo
referente a outubro está agendada para o dia 12 de novembro, mantendo o mercado 
atento aos próximos passos da política econômica nacional.

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